“Com o sistema ILPF – Integração Lavoura, Pecuária e Floresta é possível minimizar os impactos causados pelas mudanças climáticas”. A alternativa, já praticada pelos produtores no Centro-Oeste, é a solução para evitar prejuízos na produção e foi apresentada pelo pesquisador da Embrapa, Eduardo Delgado Assad, no painel com o tema Climatologia – Incertezas e Mudanças Climáticas na Agricultura ontem (1º) na Bienal dos Negócios da Agricultura Brasil Central, em Campo Grande.
Para o especialista, a mudança climática não é a vilã da agricultura. Ele explica que a integração é a principal forma de reduzir a emissão da gás carbônico e de diversificar a produção agropecuária. “É preciso transformar os efeitos do aquecimento global em desafio, inovação e oportunidade de mercado. Nunca vi um supermercado que tenha apenas um produto na gôndola. A variedade é necessária em qualquer setor ”, ressalta Assad.
Outro pesquisador da Embrapa que também participou do painel, Marcos Heil Costa falou sobre as incertezas climáticas. “A única certeza é que nos próximos anos os termômetros marcarão até 2° Celsius a mais e com isso teremos noites mais quentes que os dias, e as chuvas serão mais constantes e intensas, o que ocasionará mais erosões, e exigirá do produtor adaptação ao clima”, ressalta Heil, fazendo referência a utilização de variedades mais adaptáveis, tolerantes a alta temperatura e resistentes a pragas.

