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PF aponta 60 fakes e 35 comunidades que atacavam políticos em MS

por Redacao
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A Polícia Federal identificou 60 perfis falsos e 35 comunidades nas redes sociais, que atacavam os candidatos a governador em Mato Grosso do Sul. Após dez meses de investigações e uma “enxurrada” de reclamações sobre propagandas ofensivas nas eleições de 2014, o órgão deflagrou a operação “Face to Fake”. Nesta terça-feira (18), 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e os envolvidos estão prestando depoimento.

Objetos apreendidos em operação da Polícia Federal (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

Objetos apreendidos em operação da Polícia Federal (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

“São arquivos de deboches, montagens e geralmente comunidades que tiramos fora do ar, após decisão favorável do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Nós iniciamos as investigações, pedindo ao Facebook para prestar as informações devidas. Ao mesmo tempo, a intenção é identificar todas as pessoas que estão por trás destes perfis”, afirmou ao G1 o delegado da Polícia Federal, Dante Pegoraro Lemos.

Casa como sede
Na época eleitoral, conforme o delegado, algumas pessoas transformaram a sua residência em sede do serviço criminoso. “São ao todo entre 10 a 20 pessoas que cometeram estes crimes de calúnia, injúria e difamação. Um deles inclusive disse nesta manhã que recebeu entre R$ 4 mil e R$ 6 mil para realizar as montagens”, comentou o delegado.

Além de pessoa física, de acordo com Lemos, uma produtora de vídeo estaria envolvida no esquema. Ela inclusive prestava serviço para um dos candidatos ao governo na época e lá foram encontradas montagens contra o adversário, segundo o delegado.

“Não descartamos a hipótese de um partido ter contratado o local para fazer os perfis e as suas conexões. No caso desta produtora, por exemplo, as provas são bem robustas. Por isso todo o material apreendido continua sendo analisado”, alegou o delegado.

Segundo o delegado Alexandrino de Oliveira, também responsável pelas investigações, os envolvidos respondem ao artigo 325 e 326 da Lei 9.504/97, crime semelhante ao da boca de urna. A pena prevista varia de dois a quatro anos, além de uma multa que pode chegar a R$ 50 mil.

Sem anonimato
“As pessoas devem entender que não existe anonimato na internet. É uma praça pública e a Polícia Federal vai chegar a identidade destas pessoas. Então qualquer um que pretenda fazer uma calúnia, injúria ou difamação na internet é melhor repensar”, garantiu Oliveira.

A operação Face to Fake é um trocadilho por conta da expressão Face to Face (Face a Face), segundo o delegado. Dos 18 mandados de busca e apreensão, 15 foram cumpridos em Campo Grande, dois em Dourados e um em Bonito. Não houve prisões nem indiciamentos até o momento.

G1

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