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Rede básica de energia vai impulsionar desenvolvimento de MS

por Redacao
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Mato Grosso do Sul inaugura nova perspectiva de desenvolvimento com o início, no mês de outubro, das operações de parte da linha de transmissão de energia de 230 kV. Na primeira etapa vai ocorrer a energização de 230 quilômetros de rede e o funcionamento de seis subestações de energia: Santa Luzia II, em Nova Alvorada do Sul, Anastácio, Sidrolândia, Rio Brilhante, Ivinhema e Imbirussu, em Campo Grande. 

A rede de transmissão no Estado terá um total de 925 quilômetros de extensão

A Rede básica de energia elétrica de 230 kV vai interligar Mato Grosso do Sul ao Sistema Integrado Nacional de Energia e impulsionar o desenvolvimento econômico e industrial nas regiões leste, sudoeste e centro do Estado.

A rede de transmissão no Estado terá um total de 925 quilômetros de extensão e vai passar por 20 municípios. Com início em Selvíria, o linhão segue por Aparecida do Taboado, Paranaíba, Inocência, Cassilândia, Chapadão do Sul, Água Clara, Camapuã, Ribas do Rio Pardo, Bandeirantes, Jaraguari, Campo Grande, Terenos, Sidrolândia, Dois Irmãos do Buriti e Anastácio. Outros quatro municípios – Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Ivinhema e Nova Andradina – serão interceptados por linhas de transmissão de 138 kV.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Carlos Alberto Menezes, os setores de energia e infraestrutura de transporte eram as principais deficiências do Estado, identificadas no início desta gestão. “Nessas regiões havia apenas linhas de 138 kV, o que gerava muita perda de energia e não permitia a instalação de grandes indústrias”, explica o secretário.

Com base nas necessidades apresentadas, o Executivo estadual levou ao governo federal e à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) pedido para interligação de Mato Grosso do Sul à Rede Básica de Energia do País. No projeto anterior, elaborado pela EPE, a linha de São Paulo passava por Mato Grosso para abastecer o Norte do País. “Fomos atrás para trazer energia de qualidade para o Estado”, destaca Menezes. Segundo o secretário, os consumidores sul-mato-grossenses pagavam pelo rateio nacional, sem ter a rede. “Tínhamos a energia mais cara do Brasil”, ressalta.

Leilão

Por meio de entendimentos com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e EPE, intermediadas pela bancada política estadual, o governo do Estado conseguiu trazer a rede básica para Mato Grosso do Sul. O leilão da Aneel para concessão do direito de construção, operação e manutenção das instalações compartilhadas para conexão de usinas de biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) foi realizado dia 24 de novembro de 2008.

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