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Pré-candidato à Prefeitura de Campo Grande nas eleições de 2016, o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Edson Giroto (PR), é alvo de profunda investigação por suposto desvio de dinheiro público. Giroto teve a sua casa, localizada em área nobre da Capital, no residencial Dhama, cercada por policiais federais que fazem parte da operação “Lama Asfáltica”, deflagrada pela Receita Federal, Polícia Federal, CGU (Controladoria-Geral da União) e pelo MPF (Ministério Público Federal).
Operação contra fraudes em obras de Mato Grosso do Sul cumpre 19 mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas. Considerado braço direito do ex-governador André Puccinelli (PMDB), Giroto está sendo investigado por suposto desvio de R$ 45 milhões dos cofres públicos.
Segundo a Polícia Federal, os prejuízos aos cofres públicos somam, aproximadamente, R$ 11 milhões, de um montante de R$ 45 milhões fiscalizados.
Ainda conforme a PF, foram identificadas ainda vultuosas doações de campanhas à candidatura de Giroto, que é o atual presidente regional do PR.
Ex-secretário de Obras Públicas de André Puccinelli, Giroto disputou a Prefeitura de Campo Grande nas eleições de 2012, sendo derrotado no segundo turno para Alcides Bernal (PP), depois cassado pela Câmara de Vereadores.
De acordo com o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, quatro servidores foram afastados.
A Receita Federal informou que as investigações que resultaram na operação Lama Asfáltica começaram há dois anos. Naquela época houve a suspeita de que importante empresário do Estado e pessoas ligadas a ele estaria corrompendo servidores públicos, fraudando licitações e desviando recursos públicos.
De acordo com divulgado pela Receita, o grupo agia voltado a licitações. A suspeita é de que empresários recebiam valores supostamente superfaturados e, em contrapartida, repassavam parte dos lucros que, por sua vez, eram entregues a servidores coniventes com tal direcionamento e com os sobrepreços.
Nos dois anos de investigação foram encontrados indícios de prática de diversos crimes, tais como sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva e fraudes à licitação.
O nome da operação faz referência a um dos insumos utilizados nas obras identificadas durante as investigações com evidências de serem superfaturadas.
A suposta organização criminosa, conforme a PF, atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana, entre outros.
ENCONTRO REGIONAL
Na semana passada, Giroto adiantou que o PR faria um mega encontro político na Capital para anunciar várias adesões de lideranças ao partido, que se articula para enfrentar o PSDB do governador Reinaldo Azambuja e o PT do senador Delcídio do Amaral e do deputado federal Zeca do PT nas eleições municipais do ano que vem.
O assessor especial do Ministério dos Transportes também deve ter o apoio do PMDB, seu ex-partido, em 2016, conforme articulação de bastidores feita por André Puccinelli.
willams Araújo


