O acúmulo de lixo pode causar doenças e ainda punição para quem descumpre as gras. A maioria dos moradores faz a limpeza do quintal diariamente e contribuem para evitar o risco de doenças provocadas por mosquitos, como a dengue e a febre chicungunya, transmitidas pelo aedes aegypti, a leishmaniose, transmitida pelo mosquito flebótomo. Pelos bairros de Campo Grande, é fácil encontrar exemplos de quem faz tudo direito, mantém o quintal limpo e contribui para que a cidade fique mais bonita e não corra riscos de epidemia.
O trabalho é simples: o lixo produzido deve se ensacado e deposita na lixeira para ser recolhido pelo sistema de coleta de lixo que é feito na cidade. Para a aposentada Rosina Tinte, 68 anos, cuidar do quintal é uma das tarefas diárias. “Todos os dias junto o lixo coloco num saco e à noite é recolhido. Se a gente fazer o serviços diariamente o lixo não acumula, e fica fácil de ser levado. Aqui em casa faço a limpeza com freqüência porque tem árvores”, disse a moradora do Jardim Petrópolis.
De acordo com a estudante Dieli Cristina Renoso Costa, 25 anos, moradora do Jardim Petrópolis, todo cidadão deve manter o quintal limpo e bem conservado. “Muitas pessoas não limpam o quintal e esta má conservação pode causar doenças graves”, comentou.
A aposentada Maria dos Anjos, 73 anos, moradora da Vila Coutinho, ressalta que cada morador deve cuidar do seu quintal e manter sempre limpo. “Para quem faz a limpeza diariamente é mais prático e não acumula resíduos. Eu varro o lixo e já coloco no saco para ser recolhido pelo caminhão da coleta. Pena que muita gente não faz o mesmo ai acaba acumulando e fica mais complicado para fazer a limpeza”, afirma.
Altair Rocha, aposentado, 74 anos, tem o hábito de todos os dias fazer a limpeza do quintal. “Eu tiro as folhas e os resíduos dos cachorros. Sei que as fezes do animal podem causar doenças então, já tenho esta precaução. Faço este tipo de conservação do quintal sem problemas. Junto todo o lixo coloco num saco plástico e o caminhão de lixo leva embora. Quando acontece o acúmulo fica mais difícil de limpar”, comenta o morador da Vila Coutinho.
O comerciante João Roberto, 59 anos de João, morador da Vila Coutinho além de manter o quintal limpo utiliza os 70 m² para plantar pepino, mamão, cana-de-açucar, abóbora e acerola. “A gente planta cuida mais do quintal, porque onde tem plantas tem que ficar bem limpo. Mantenho sempre meu quintal limpo pena que as outras pessoas não fazem o mesmo e o acumulo de lixo acaba causando sérias doenças”.
Para o chefe do serviço de controle da dengue, Alcides Ferreira, as pessoas que mantêm o quintal limpo são um exemplo a ser seguido. “O acúmulo de lixo favorece a criação do mosquito dengue, o aedes aegypti. Se todos os moradores fizessem esse trabalho de limpeza do quintal, muitas doenças seriam evitadas. O lixo deve ser recolhido, embalado e colocado para a coleta do lixo que é feita diariamente na Capital”, frisou.
Terrenos sujos geram multas
A limpeza e conservação de terrenos particulares compete ao proprietário. O Código de Polícia Administrativa – Lei Municipal nº 2909, de 28 de julho de 1992 – estabelece que os proprietários dos imóveis são responsáveis, ainda, pela construção de calçadas e por mantê-las em perfeito estado de conservação. Os terrenos devem ser mantidos limpos, capinados, drenados e calçados.
Caso o proprietário não mantiver o terreno limpo, ele pode ser punido por violação do Código de Polícia Administrativa. No primeiro flagrante de descumprimento, o dono da área em questão é notificado e recebe um prazo para regularizar a situação. Se o terreno não for limpo, ele pode receber uma multa que varia de R$ 1.835,00 a R$ 7.340,00
Não basta o terreno estar limpo e campinado pelo o proprietário para que ele fique livre de multa. Além de limpo – sem restos de construção, mato e lixo, o terreno também precisa estar dotado de calçada ou sarjeta e deve ser cercado com muro ou estrutura metálica de, no mínimo, 1,50 metro. Deve ter, também, portão.
O proprietário pode ser responsabilizado pela sujeira. Caso ele consiga flagrar a pessoa que está realizando o descarte – uma placa de veículo, por exemplo – deve encaminhar a denúncia a Semadur, que solicitará a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) informações sobre o veículo e abrirá um processo administrativo. A Semadur recebe essas denúncias pelo telefone 156.

