Após confronto entre manifestantes e a Polícia Legislativa em Brasília, a votação do projeto de lei que amplia a terceirização em empresas e órgãos públicos ficou para esta quarta-feira (8). Atos contra a lei da terceirização foram organizadas por entidades sindicais em diversas capitais do país. Em Brasília, um balanço preliminar divulgado pela Câmara informou nesta terça-feira (7) que o protesto teve oito feridos – três manifestantes, dois deputados, dois policiais e um visitante feridos.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusou os manifestantes de serem os responsáveis pelo confronto e disse ter fotos e vídeos de congressistas incitando a multidão contra a polícia. “Parlamentares que incitaram a multidão a invadir ou agredir foram devidamente fotografados, filmados, e serão remetidos à Corregedoria. E haverá sanções. (…) Que vai ter sanção de suspensão, vai”, afirmou Cunha.
Para Wagner Freitas, presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a proposta não visa regulamentar a situação dos 12 milhões de trabalhadores terceirizados, mas terceirizar outros 40 milhões de trabalhadores.
MUDANÇAS
Uma das principais bandeiras do empresariado, a proposta libera a terceirização da chamada atividade-fim -a produção de carros em uma montadora de veículos, por exemplo-, possibilidade hoje vetada por jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Hoje, a terceirização é permitida apenas para atividades-meio. Por exemplo, faxina, segurança e serviço de refeitório de uma fabricante de cosméticos.
BELO HORIZONTE
Pelo menos 1.000 pessoas, de acordo com a Polícia Militar (PM), participaram de um ato convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outros movimentos, contra o Projeto de Lei 4.330/04, que amplia a terceirização em empresas e órgãos públicos brasileiros. Segundo a CUT, pelo menos 1.500 pessoas participam da manifestação.
A concentração aconteceu na praça Afonso Arinos, por volta das 17h. Pouco depois, todas as faixas da avenida João Pinheiro sentido praça da Liberdade ficaram tomadas por integrantes do movimento, que depois seguiram pela rua dos Timbiras em direção à avenida Afonso Pena, por onde marcharam até a praça Sete. Lá, eles fecharam o trânsito por 15 minutos e encerraram o protesto.
Por volta de 18h30, o movimento foi encerrado após manifestantes seguiram para a praça da Estação, onde embarcaram em ônibus que seguiram para acampamentos.
SÃO PAULO
Em São Paulo, o protesto para a manhã desta terça (7) reuniu bem menos manifestantes do que o previsto pela organização, e acabou virando um ato em defesa da saúde.
Os organizadores previam que 10 mil pessoas fossem à manifestação na capital paulista, que começou em frente ao Hospital das Clínicas e terminou na praça da República, região central da cidade. No fim do ato, no entanto, a CUT dizia que eram mil pessoas participando, enquanto a Polícia Militar estimava 400 manifestantes.
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