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O governador eleito de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), quer impedir que a obra do Aquário do Pantanal, a ser deixada inacabada pelo governador André Puccinelli (PMDB), se transforme em um “elefante branco”.
Em entrevista ontem em Campo Grande, Reinaldo voltou a dizer que irá fazer uma auditoria no Aquário a fim de verificar se os recursos foram bem aplicados para que ele tenha segurança jurídica ao concluir a obra e afirmou que irá rever o contrato de concessão para a empresa paranaense Cataratas do Iguaçu S.A.
O tucano explicou ainda que, após a auditoria, pretende concluir o Aquário para que ele não se transforme em um “elefante branco”.
A três dias da posse, o governador eleito reafirmou os compromissos assumidos na campanha eleitoral e prometeu governar para toda a população de Mato Grosso do Sul, independente dos partidos dos prefeitos.
Em entrevista ao programa Noticidade, da rádio FM Cidade 97, Reinaldo disse que irá garantir o funcionamento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Dourados, que ficou parada por quase dois anos, e que irá ampliar o efetivo do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e da Polícia Militar para aumentar a segurança na fronteira, além de acabar com ICMS Garantido para micro e pequenas empresas.
Mesmo pronta, a UPA de Dourados permaneceu fechada por falta de dinheiro e só voltou a funcionar no fim da semana passada. “Essa UPA de Dourados está pronta há dois anos. Há dois anos ela poderia estar atendendo a população de Dourados e região”, lamentou o futuro governador.
Recentemente, o governador André assinou um convênio transferindo um R$ 500 mil mensais à Prefeitura para atendimento na UPA, para ajudar nas despesas de manutenção e contratação de profissionais. O montante será pago pelo novo governo que assume no dia 1º de janeiro. “Lógico que vamos continuar com o convênio”, garantiu Reinaldo.
Reinaldo afirmou que irá aumentar o efetivo policial do DOF e da Polícia Militar nas fronteiras, mas também cobrar a participação efetiva do governo federal para coibir e combater a entrada de drogas, armas e contrabando.
Na opinião de Reinaldo, as fronteiras em Mato Grosso do Sul estão escancaradas. O governador diplomado disse ainda quer a parceria do governo federal no sistema prisional, já que grande parte dos presos no Estado é ligada ao tráfico internacional de drogas.
Ele reafirmou que, sem discriminação, irá estender a mão para prefeitos de outros partidos e disse esperar o mesmo tratamento da presidente reeleita Dilma Rousseff.
“A presidente Dilma ganhou as eleições e falou que queria unir o País. Como se une o País? Atendendo principalmente os governos que são administrados por governadores da oposição. Eu mesmo não vou retaliar os prefeitos do Partido dos Trabalhadores. Pelo contrário, vou buscar as parcerias dos outros prefeitos que não nos apoiaram porque os prefeitos representam a população. O governante não governa para partidos, ele governa para as pessoas”, afirmou.
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