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O futuro do turismo do Rio está no municipalismo

por Redacao
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O sucesso do Rio de Janeiro na Copa do Mundo e as expectativas de visibilidade nas Olimpíadas deixam a nossa capital em uma situação singular no cenário do turismo. A nova fronteira é acelerar o processo de interiorização  e compartilhar com todo o estado os avanços deste protagonismo.

Casa do Barão, Nova Friburgo

Casa do Barão, Nova Friburgo

Fortalecer o turismo no interior é também fortalecer o poder de atração da capital. Mostrar ao mundo que o Estado do Rio é incomparável. O Estado é o responsável por fortalecer as estruturas municipais e respaldar as prefeituras em ações regionais integradas.

As possibilidades são surpreendentes, como, por exemplo, a região das praias oceânicas de Niterói, que tem tudo para se tornar a Cancún brasileira. A baia da Guanabara deverá ser turistificada, já que possui atracadores prontos para serem reativados. O potencial histórico de Magé vai do marco zero das ferrovias à terra de nascimento do craque Garrinha.

O maior equipamento urbano de Nova Friburgo, a casa de caça do Barão, está na mão da marinha e subutilizado e precisa ser devolvido ao município. A barragem de Ribeirão das Lages, em Piraí, permite o turismo náutico e, até mesmo, abrigar um hotel flutuante. O sítio arqueológico de São João Marcos, em Rio Claro,  revela uma saga emocionante. Paty do Alferes é o destino dos hotéis, “all inclusive” das classes C e D. Valença e Vassouras podem contar a epopéia dos Barões, mas precisam resgatar o sofrimento das senzalas para universalizar o seu produto turístico. A sede colonial da Fazenda Primavera está em mãos da união e apodrecendo. Foi lá que morreu o Duque de Caxias. Cantagalo, Carmo, Bom Jardim, Cordeiro, Macucu, Trajano de Moraes e Madalena precisam de hotéis e de mais divulgação.

Voltando ao litoral encontramos em Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Rio das Ostras destinos prontos para crescer a partir da atração de mais voos comerciais para o terceiro aeroporto do estado, o de Cabo Frio, pronto para receber até mesmo, voos internacionais.

Descendo pela Costa Verde encontramos em Angra dos Reis, Mangaratiba e Paraty uma base hoteleira em busca de uma melhor qualificação de sua mão de obra. Não se pode ficar confinado em encontrar as ruínas do forte do Leme em Angra, com seus canhões gigantes ou o monumento às vítimas do naufrágio do Aquidabã pichados e servindo de pasto para cavalo como ocorre hoje.

A lista do que há para se fazer é quilométrica. O interior é um universo de oportunidades. Inexiste no mundo um mega-destino que, num raio de 150 quilômetros, possua tanta diversidade. O turismo é a chave para preservar a nossa história e resgatar a nossa identidade. Deus foi tão generoso quando criou o nosso estado que, às vezes, temos a sensação de que ficamos ofuscados por tanta beleza e esquecemos que temos que fazer a nossa parte. Uma multiplicidade de tarefas importantes podem ser executadas, com êxito, se o estado souber apoiar as prefeituras. Trabalho que será facilitado por ter na chefia do executivo, o Governador Luiz Fernando Pezão, um ex-prefeito e ex-presidente da Associação dos Prefeitos.  O municipalismo é o segredo desta revolução que vai promover, através do turismo, mais emprego e mais distribuição de renda.

*Cláudio Magnavita é Secretário de Estado de Turismo do Rio de Janeiro

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