As indústrias de Mato Grosso do Sul precisam pagar melhores salários para que os funcionários tenham melhor qualidade de vida, com seus familiares e, consequentemente, produzam mais. O apelo é de Rinaldo Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande e Região – Stiaacg, diante da dificuldade que o setor vem enfrentando para fechar as convenções coletivas de trabalho nesse período de novembro e dezembro de 2014.
“Não tem como o trabalhador enfrentar nesta virada de ano um custo de vida que sobe em média de 15%, contra um reajuste salarial, que os patrões insistem em querer pagar, que cobre apenas o acumulado da inflação dos últimos 12 meses”, afirmou Rinaldo que apela: “Precisamos de melhor e mais justa distribuição de renda”, afirma.
Segundo o sindicalista, nas últimas semanas subiram os preços dos alimentos, dos combustíveis, das mensalidades escolares, do IPTU, IPVA, energia elétrica, água e outros gastos. O percentual médio, segundo Rinaldo Salomão, foi em torno de 15%. “Como pode um trabalhador ganhar apenas 7% de reposição salarial depois de um ano de vigor de sua convenção coletiva, diante desses percentuais de aumento do custo de vida?” questiona Rinaldo.
O sindicalista pede que os empresários tenham mais consciência de que é preciso repartir um pouco o lucro e repassar para o trabalhador. As empresas, segundo Rinaldo, teriam um retorno muito maior com a força do trabalho de funcionários agradecidos e satisfeitos. “Ou seja, a produção e produtividade da indústria seria muito maior se os empresários investissem e valorizassem mais os seus empregados”, afirma Rinaldo que faz parte do Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização de Campo Grande – CMDU, como voluntário que trabalha para a aprovação de instalação de novas empresas em Campo Grande.
Rinaldo Salomão lembrou também que o faturamento das indústrias de alimentação de Mato Grosso do Sul foi bastante significativo em 2014. “Todos os setores faturaram bem e os números são astronômicos. Não justifica não repassar um pouco desse lucro para os empregados”, afirma
