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Os preços do pacote de alimentos essenciais da cesta básica para uma pessoa em Campo Grande, composto por 15 itens, registrou alta de 4,74% no mês de novembro, em comparação ao mês anterior, custando R$ 301,16.
O resultado da pesquisa mensal realizada pelo governo do Estado em 26 estabelecimentos de seis regiões da Capital foi divulgada nesta quarta-feira.
Em relação à cesta familiar (cinco pessoas), composta por 44 produtos, houve alta de 2,63% (R$ 1.347,67) em relação ao mês de outubro.
A variação acumulada contabilizou índices positivos: 5.66%, no ano; 6.74%, em 12 meses; e nos últimos seis meses, queda de 1,15%.
O acúmulo da cesta individual nos últimos 12 meses também registrou alta de 8,05%, enquanto no ano, 5,52%. Já nos últimos seis meses, apresentou queda de 5,43%,
Dentre os 15 produtos da cesta individual pesquisados pela Semac (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Planejamento, Ciência e Tecnologia), nove tiveram elevação nos preços, com destaque para a batata (24,21%), tomate (16,66%), alface (14,62%), banana (5,17%), laranja (4,29%), carne (2,80%), açúcar (2,26%), arroz (1,75%) e macarrão (1,35%).
O feijão apresentou a maior queda (6,84%), enquanto o pão francês, o sal e o leite mantiveram os preços em relação a outubro.
Tendências do mercado
Segundo análise dos técnicos e analistas da Semac, o clima adverso nas principais regiões produtoras de batata prejudicou sua produtividade, em torno de 10% a 15%, gerando uma queda de estoques no mercado interno e refletindo no aumento de preço para o consumidor.
Em relação ao tomate, o produto deve aumentar nos próximos meses com o final da safra e menor oferta.A alta da cesta básica em novembro também foi influenciada, principalmente, pelos produtos hortifrutigranjeiros, que são suscetíveis a fatores sazonais, oscilando em suas cotações.
Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maior alta foram: carne, macarrão, pão, arroz e leite. Em queda, no período, o feijão, tomate, alface, óleo e laranja. Os ovos estiveram com estoques elevados no mercado nacional.
A pesquisa apontou que dos 44 produtos da cesta familiar, 26 apresentaram alta de preço, 11 tiveram queda e sete mantiveram-se inalterados.
No grupo alimentação (32 produtos), a variação positiva foi de 2,83%, com destaque para a batata (24,31%), tomate (16,74%), abobrinha (14,68%), alface (14,60%) e cenoura (10,97%).
Em queda, o preço do feijão (6,84%), margarina (3,28%), café (2,27%), ovos (2,01%), sal (1,35%), óleo (0,87%) e manteiga (0,51%).
Comprometimento
No grupo de limpeza doméstica (sete produtos), houve uma queda de 0,33% nos preços em novembro, com contribuição da esponja de aço (2,82%) e sabão em pó (0,85%). Em alta, a água sanitária (2,84%), desinfetante (2,06%) e detergente (0,77%). No item higiene pessoal (cinco produtos), queda de 0,22%, assinalada pelas variações do absorvente (2,28%) e dentifrício (1,23%). Em alta, o sabonete (2,56%) e papel higiênico (1,40%).
Confrontando o custo da cesta individual com a renda mensal, conclui-se que o trabalhador comprometeu 41,60% do salário mínimo (R$ 740,00) em novembro, maior índice neste ano. Em outubro, o comprometimento foi de 39,71%. O custo total da cesta familiar no mês pesquisado consumiu 37,23% do valor total da renda familiar (cinco salários mínimos ou R$ 3.620,00), enquanto em outubro, foi de 36,28%.

