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Prefeitura entrega em uma semana mais de 1,2 mil novas moradias em Campo Grande

por Redacao
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Nesta semana a prefeitura de Campo Grande inaugurou e entregou 1.298 novas casas à famílias de baixa renda e principalmente em situação de risco na Capital. As novas moradias somadas tiveram um investimento de mais de R$ 100 milhões, de recursos do Governo Federal e da administração municipal. Somente na manhã de quinta-feira (27), mais 482 famílias, que viviam em condições precárias em dez favelas da periferia puderam comemorar o sonho de ter a casa própria, com a entrega feita pelo prefeito Gilmar Olarte do residencial José Maksoud, na região das Moreninhas.

As famílias contempladas vivem em ocupações irregulares e insalubres

As famílias contempladas vivem em ocupações irregulares e insalubres

Dois dias antes, na terça-feira (25), o prefeito entregou mais 816 apartamentos do Residencial Nelson Trad, em ação que completa o condomínio de 1.624 apartamentos construído no Jardim Carioca, com recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida, com contrapartida do Estado e da Prefeitura.

O empreendimento construído na Moreninha IV teve investimento de R$ 27,8 milhões, sendo R$ 23,1 milhões do Governo Federal e R$ 4,7 milhões da Prefeitura, além dos terrenos e infraestrutura local. Autoridades da Prefeitura, vereadores e as famílias contempladas participaram da inauguração. Além de retirar as famílias de situação de vulnerabilidade social, as novas casas trazem desenvolvimento para as Moreninhas. “Essas famílias estavam em condições subhumanas, isso que torna essa mudança muito positiva para todos eles e também trará desenvolvimento para cá, fazendo com que a região cresça cada vez mais”, destacou o prefeito Gilmar Olarte.

O casal Vilmar Flores e Carmen Lúcia da Silva, que morarão na nova residência com três filhos e um neto, contam que sonham com a casa própria há mais de 20 anos. “Desde que nos casamos queremos nosso lar e isso se tornou realidade, estamos muito felizes”, afirma Carmen. “Onde morávamos não tinha condições, era pequeno, não tinha esgoto, entre outros problemas”, emenda Flores.

Já a doméstica Ana Lúcia Ferreira da Silva salienta que o melhor será morar numa casa de alvenaria, já que o barraco de madeira em que mora atualmente, no Itamaracá, é pequeno e atrai bichos. “Lá nada para limpo, é uma tristeza. Tenho um filho de um ano e outro dia achei uma lacraia na casa, desde então não consigo nem dormir direito. Com a casa nova terei menos preocupações”, acredita.

Situação

As casas possuem 42 metros quadrados com sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço num conjunto habitacional com toda infraestrutura, inclusive pavimentação e drenagem.

As famílias contempladas vivem em ocupações irregulares e insalubres, localizadas em áreas de risco e fundo de vales. Elas moravam nas favelas dos bairros Pioneiros, Indianápolis, Perpétuo Socorro, Itamaracá, Ametista, Cohab Universitária, Mário Covas, Jardim Colibri/Campo Alto, Moreninha linha 1 e Horta Comunitária, todas situadas na região da saída para São Paulo.

Para a diretora-presidente da Agência Municipal de Habitação (Emha), Marta Martinez, entregar o residencial foi o resultado de um trabalho em equipe da empreiteira, com a Caixa e a prefeitura. “Foi um grande desafio vencido. Agora, iniciaremos o plano de reassentamento das famílias, que terá a duração de cerca de 10 dias”, informa. Segundo ela, este tempo se deve a retirada das famílias, limpeza da área, demolição dos barracos e ainda a conclusão do trabalho de contratação de algumas pessoas que estavam com a documentação incompleta.

Apartamentos

A semana inicou com a entrega dos 816 apartamentos do Residencial Nelson Trad, que completou o condomínio de 1.624. A primeira etapa do empreendimento, com 808 apartamentos, foi entregue no último dia 11 de junho. O projeto é voltado para famílias com renda de até R$ 1.600,00, que já passaram por todo o processo de seleção, formação social e vistoriaram as unidades habitacionais durante este mês.

Foram investidos R$ 90 milhões, valor em que estão computados além da construção dos apartamentos, obras de infraestrutura como a pavimentação asfáltica, drenagem, esgoto, água, energia elétrica e iluminação pública. Do valor aplicado, a maior parte são recursos federais do Programa Minha Casa, Minha Vida, enquanto o resrtante é de contrapartida da prefeitura, estado e da própria construtora.

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