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O governo de André Puccinelli (PMDB), além da aflição por saber que sua obra de maior visibilidade, o Aquário do Pantanal, fica pronta somente no ano que vem, já no mandato do rival político, o governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB), enfrenta novo revés.
É que o Ministério Público Estadual instaurou inquérito por suspeitas de superfaturamento no contrato com uma empresa espanhola responsável pela construção do chamado sistema de suporte a vida, na repartição do Aquário que vai abrigar os peixes.
No primeiro semestre deste ano, a Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul, a Agesul, sem licitação, contratou a Fluidra Brasil Indústria e Comércio Ltda para cuidar do sistema de suporte – estruturar o ambiente que será ocupado pelos peixes.
Insatisfeita por não concorrer ao serviço, a mineira Terramare, empresa de consultoria, projetos e construção de aquários, queixou-se ao MPE, que abriu a investigação.
De acordo com o inquérito, há suspeitas de irregularidades no valor remunerado pelo serviço contratado. A Agesul teria combinado pagar R$ 6 milhões a espanhola Fluidra, no entanto, a empresa já teria embolsado R$ 25 milhões, ou seja, quatro vezes superior à soma acertada antes.
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