A abertura da Semana de Prevenção de Câncer Bucal, lançada na manhã desta segunda-feira (3), com continuidade e que será lembrada nesta semana, de 3 a 7 de novembro, transformou a Praça Ary Coelho em um consultório itinerante para orientação e consultas preventivas, na manhã de hoje. A ação tem como objetivo orientar a população nos cuidados com a saúde da boca, com atenção especial ao câncer bucal, que é um dos que mais levam à óbito no Brasil. A Semana é resultado de parceria entre Prefeitura Municipal de Campo Grande e Conselho Regional de Odontologia e conta ainda com a participação dos acadêmicos de Odontologia das universidades UFMS e Anhanguera. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), com dados ainda de 2012, ocorreram 14.170 casos novos de câncer bucal no Brasil.
A programação da Semana de Prevenção de Câncer Bucal segue hoje, no período vespertino, com palestra sobre Prevenção de Câncer Bucal para os odontólogos da REMUS (Rede Municipal de Saúde), no auditório da Associação Brasileira de Odontologia de Mato Grosso do Sul. Durante toda a semana, no horário de atendimento das unidades de Saúde da Sesau (Secretaria de Saúde de Campo Grande) e nas parceiras, essas mesmas ações serão realizadas, atendendo a população de suas áreas de abrangência.
De acordo com dentista coordenadora do Serviço de Odontologia da Sesau, Maisa Okama, desde que a especialidade foi implantada na rede pública de saúde, há três anos, quase 500 biopsias foram realizadas, dessas 57 casos de câncer foram confirmados. “Quando o diagnóstico da doença é feito nos estágios iniciais o câncer de boca pode ser considerado curável, mas se houver conhecimento tardio, o prognóstico é desfavorável e os tratamentos mais agressivos. Por isso é importante o diagnóstico precoce”, conta.
O cidadão José Benedito da Conceição, que estava passando pela praça e foi atendido pelos profissionais, conta que a doença é desconhecida para ele. “É importante que se faça esse trabalho de orientação pois, assim como eu, muitas pessoas não conhecem os sintomas e as causas dessa doença”, explica.
Demanda alta na Rede
De janeiro até outubro de 2014, mais de 30 mil exames preventivos foram realizados pela rede pública de saúde. Segundo Maisa, a doença é mais comum do que se imagina. “Pessoas mais velhas, que usam prótese mal adaptada e consomem álcool e tabaco são mais suscetíveis ao câncer bucal. É preciso estar atento e consultar um profissional em caso de aparição de qualquer anormalidade”, finaliza.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), com dados ainda de 2012, ocorreram 14.170 casos novos de câncer bucal, sendo 9.990 em homens e em 4.180 mulheres. Considerado um número crescente e com alto índice de morte, se comparado aos dados de 2010, com 4.891 mortes: 3.882 de homens e 1.009 de mulheres.

