Após duas apertadas vitórias por 1 a 0, no mês passado, contra Equador e Colômbia, nos Estados Unidos, Dunga terá diante da Argentina, em Pequim, na China, no próximo sábado, o mais duro desafio em seu retorno à seleção brasileira – três dias depois, a equipe enfrenta o Japão, em Cingapura.
Ao contrário das duas edições anteriores do Superclássico das Américas, disputadas em 2011 e 2012, quando os treinadores eram obrigados a convocar somente atletas que defendiam clubes de Brasil e Argentina, agora não houve qualquer tipo de restrição. Assim, a Argentina desponta como favorita graças à presença dos craques Messi e Dí Maria e aos últimos resultados.
Enquanto o Brasil ainda se reconstrói da goleada por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, os argentinos são os atuais vice-campeões do mundo (também foram derrotados pelos alemães na final, mas fizeram um jogo equilibrado e o gol do título saiu apenas na prorrogação). No mês passado, já sob o comando do técnico Tata Martino, que substituiu Alejandro Sabella, a Argentina voltou a enfrentar a Alemanha em amistoso disputado em Dusseldorf e ganhou por 4 a 2 com extrema facilidade, mesmo sem Messi, então machucado.
Dunga faz uma renovação gradual na seleção. Por isso, a lista de convocados para a turnê na Ásia mescla jovens como os laterais Dodô (Internazionale), Mario Fernandes (CSKA Moscou) e Philippe Coutinho (Liverpool) e remanescentes da última Copa, como David Luiz (Paris Saint-Germain) e Luiz Gustavo (Wolfsburg). Na Argentina, a base da equipe do Superclássico é praticamente a mesma que disputou a Copa do Mundo.
Lesões
Dunga precisou fazer quatro alterações na lista anunciada no dia 17 de setembro. Na última quinta-feira, o treinador anunciou o corte de Ramires, machucado, e chamou Souza, do São Paulo, para o lugar do volante do Chelsea. No mesmo dia, ele convocou o goleiro Marcelo Grohe, do Grêmio, porque Jefferson, do Botafogo, sofreu um luxação no dedo mínimo da mão esquerda. O goleiro foi submetido a um exame de imagem e não foi constada nenhuma lesão no local, mas como ele ainda sente dor e, devido à longa viagem à Ásia, Marcelo Grohe foi chamado por precaução.
Na sexta, foi a vez de o zagueiro Marquinhos, do Paris Saint-Germain, ser cortado por lesão no coxa direita. O escolhido por Dunga para substituí-lo foi Juan, da Internazionale. E o meia Kaká, do São Paulo, voltou à seleção com a contusão de Ricardo Goulart, do Cruzeiro. Tata Martino também teve problemas na Argentina. O zagueiro Mateo Musacchio (Villarreal) sofreu uma lesão na coxa direita e o volante Biglia (Lazio) quebrou o pé direito. O treinador, então, chamou Banega (Sevilla) e Facundo Roncaglia (Genoa). Depois do Superclássico, a Argentina enfrenta Hong Kong, no dia 14.
Programação
Os integrantes da comissão técnica e os atletas de Corinthians, São Paulo, Santos, Grêmio e Botafogo chegam na madrugada desta segunda a Pequim. Diego Tardelli e Everton Ribeiro só devem desembarcar na China na terça, junto com os atletas que moram na Europa. Por causa do fuso horário (11 horas de diferença em relação a Brasília), é possível que esses atletas não participem do primeiro treino da seleção em solo chinês, agendado para terça, às 16 horas (5 horas de Brasília), no The Aoti Olympic Sports Centre Stadium.
Assim, Dunga terá antes do Superclássico apenas três treinos com todo o elenco à disposição. A última atividade antes da partida, na sexta, será no estádio Ninho do Pássaro, local do jogo.

