Episódios de corrupção nas gestões do PT e do PSDB e a discussão sobre a criminalização da homofobia geraram bate-bocas no último debate televisivo antes do primeiro turno, realizado na noite desta quinta-feira (2) pela “TV Globo”.
A emissora e as campanhas definiram um formato no qual os dois candidatos que trocavam perguntas, respostas e comentários ficavam frente à frente, em uma mesa central, enquanto os demais permaneciam nos seus lugares ao redor.
O método adotado favoreceu o enfrentamento entre os presidenciáveis acima do que foi visto nos debates anteriores.
O esquema de desvios de recursos na Petrobras, os mensalões petista e tucano, privatizações, inflação, programas do atual governo e a suposta compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso permearam os confrontos entre Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).
Entre os considerados nanicos, Levy Fidelix (PRTB), que no debate do último domingo (28) na “TV Record”, propôs o enfrentamento a homossexuais e chegou a os associar à pedofilia foi cobrado de forma incisiva por Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV).
A candidata do PSOL abriu o primeiro bloco fazendo críticas à “TV Globo”, afirmando que a emissora se recusou a cobrir candidaturas que estão atrás nas pesquisas.
“Hoje estou aqui por força da garantia da lei”.
uol/Foto: Ichiro Guerra
