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Santa Casa promove a VI Campanha de Doação de Órgãos e Tecidos nesta quinta

por Redacao
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De janeiro a agosto de 2014, 1.120 pessoas faleceram vítimas de parada cardiorrespiratória e morte cerebral na Santa Casa de Campo Grande. Desse total, 68 tiveram seus órgãos doados para transplantes e familiares de 110 delas não autorizaram a doação, segundo dados da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da instituição. Para tentar mudar este quadro a CIHDOTT realizará a “VI Campanha de Doação de Órgãos e Tecidos” nesta quinta-feira (25), a partir das 8h no auditório Carroceiro Zé Bonito, no hospital.

A CIHDOTT da Santa Casa realiza nesta quinta-feira (25), a partir das 8h

A CIHDOTT da Santa Casa realiza nesta quinta-feira (25), a partir das 8h

Com o objetivo esclarecer a sociedade a respeito da importância da doação. A campanha é mais um esforço do hospital no sentido de demonstrar à população que muitas vidas podem ser salvas por meio da doação e, ainda, que esse ato de amor pode garantir qualidade de vida a centenas de pessoas que estão na fila de espera dos transplantes.

De janeiro a agosto deste ano foram diagnosticadas 76 pessoas com morte cerebral, sendo que 22 delas passaram por entrevista familiar visando a doação. Sete famílias autorizaram a doação e 15 negaram. Já as vítimas de parada cardiorrespiratória foram 1.044. Dessas, 156 passaram por entrevistas e, ao final, 61 pacientes tiveram seus órgãos captados. Em 95 casos, a família recusou a doação.

De acordo com a coordenadora da CIHDOTT Ana Paula Neves, os familiares recusam doar os órgãos do paciente diagnosticado com morte cerebral ou parada cardiorrespiratória por falta de informação. “A equipe é preparada para esclarecer todas as dúvidas da família, explicamos o processo de captação e a importância da doação, mas muitos recusam doar por medo, receio, indecisão, religião e até mesmo porque acham que o corpo não possa permanecer íntegro para o sepultamento”, explicou ela.

Atualmente, cerca de 30 mil pessoas aguardam na fila de espera em todo o país, de cada 10 pessoas abordadas, metade se nega a doar os órgãos de seus familiares.

Para se tornar um doador, é importante que a pessoa comunique à família sobre esta vontade, pois de acordo com a legislação dos transplantes no Brasil, a doação deverá ser consentida pelo familiar de até 2º grau. Essa conversa é fundamental para subsidiar a decisão da família na hora de doar os órgãos.

Papel da CIHDOTT na Santa Casa

Prestando atendimento 24 por dia na Santa Casa de Campo Grande, o papel da CIHDOTT é buscar potenciais doadores no hospital, que são pessoas diagnosticadas com morte cerebral ou parada cardiorrespiratória. A equipe é composta por uma enfermeira coordenadora, um médico especialista e quatro agentes de captação. Os principais setores de atuação é a Urgência/Emergência e o Centro de Terapia Intensiva (CTI) localizados no Pronto Socorro, UTIs adulto e pediátrica, e a Unidade cardiológica semi-intensiva (UCO). Caso ocorra suspeita de morte cerebral ou cardiorrespiratória, o serviço é acionado e a equipe vai até o local realizar o diagnóstico.

Detectado pacientes com essas características, a CIHDOT é informada e é iniciado o processo para viabilizar o diagnóstico. Dois exames clínicos e um complementar são realizados no paciente. Uma vez fechada a vistoria clínica de morte, a CIHDOTT realiza avaliação para confirmar se o paciente será um possível doador. Caso esteja habilitado para a doação, a família será entrevistada.

A CIHDOTT acolhe a família e explica de forma didática o motivo da morte, espera o luto e aguarda o momento oportuno para falar a respeito da doação. O serviço tem parceria com a psicologia e capelania da Santa Casa.

A família, aceitando efetuar a doação, assina um termo de autorização, quando então são realizados novos exames. A CET/MS disponibiliza equipes para a captação dos órgãos e para que no prazo de 24 horas o corpo seja liberado para a família.

Familiares de vítimas de morte cerebral podem autorizar a doação de múltiplos órgãos (coração, pulmão, fígado, pâncreas e rim). Já do paciente com parada cardiorrespiratória é possível captar tecidos (córneas, tecidos, valvas cardíacas, ossos e pele).

Credenciada pelo Ministério da Saúde

A Santa Casa de Campo Grande, de janeiro a agosto de 2014, realizou a captação de 14 rins, sete fígados e dois corações. A instituição é credenciada pelo Ministério da Saúde para realizar transplante de rim. Hoje as equipes (médicos e enfermeiros) estão sendo capacitados em hospitais de referência nacional, reconhecidos pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de serem retomadas as cirurgias de transplantes.

Em 2013, a Santa Casa realizou 18 transplantes de rim e três de coração.

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