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Rodovia MS-040 rompe isolamento em Mato Grosso do Sul

por Redacao
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Máquinas e centenas de operários vão superando o desafio de abrir e pavimentar o caminho, antes um estreito arenoso e de difícil acesso, tornando realidade uma das obras mais emblemáticas lançadas pelo governador André Puccinelli: a rodovia MS-040. Integrando as rotas de produção, a via encurta a distância entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo e a divisa com São Paulo.

Rodovia de difícil acesso aguardou mais de 30 anos para ser implantada

Rodovia de difícil acesso aguardou mais de 30 anos para ser implantada

Com conclusão prevista para o fim deste ano, a rodovia denominada “Manoel Lino de Rezende” (Neco), projetada do quilômetro 17 ao quilômetro 226, está com todo o trecho primário em obras – são cinco empresas contratadas – e com 40% dos serviços finalizados, conforme relatório da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). O investimento do Estado é de R$ 275 milhões. A pavimentação de 209 quilômetros da MS-040 é uma das principais obras do MS Forte 2, programa lançado em 2013 pelo governo estadual que busca consolidar e impulsionar o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, com investimentos de R$ 3,6 bilhões, dos quais 69% de recursos próprios. Parte desse dinheiro – R$ 1,5 bilhão – foi canalizada para a melhoria da infraestrutura e logística regional.

Rotas da produção

O programa rodoviário em execução integra os bolsões vazios da cadeia produtiva, incorporando à economia mais de 1 milhão de hectares, onde os futuros empreendedores dependerão de transporte para escoar sua produção. O governador André Puccinelli conclui seu segundo mandato em 2014 entregando 3,6 mil quilômetros de rodovias asfaltadas, com investimentos de R$ 2,6 bilhões.

Asfalto corta a isolada região, considerada nova rota da produção

Asfalto corta a isolada região, considerada nova rota da produção

A implantação e pavimentação da MS-040, considerada a rota de insumos como eucalipto e carvão vegetal para as indústrias de celulose de Três Lagoas, é uma obra estratégica no processo de diversificação da matriz econômica adotada pelo governo estadual, segundo Puccinelli. “Com a logística vamos triplicar o plantio de florestas e criar novos polos de produção, como o moveleiro”, disse ele.

Com o MS Forte, o Estado também contempla as famílias e comunidades isoladas que moram no campo e em vilas, distritos ou municípios que até então não eram ligados por asfalto. No caso da MS-040, que corta grandes extensões de terras improdutivas por falta de estrada, o crescimento das áreas de eucalipto já é visível ao longo de todo o trecho em construção, onde também predomina a pecuária.

Obra é um desafio

A dificuldade de transporte de material usado na base e revestimento da rodovia, um dos desafios enfrentados pelas empreiteiras que executam os dez subtrechos, revela a aventura e desestímulo de quem dependia do acesso para escoar a produção. Os fazendeiros e sitiantes enfrentavam o solo arenoso, intransitável em época de chuvas, e ainda pontes de madeira estreitas e mal conservadas.

“O andamento da obra é prejudicada também com a perda do serviço, devido ao tipo do solo e excesso de chuvas”, explica o engenheiro da Agesul Márcio Mesquita, fiscal de um dos trechos. O engenheiro Nilton Amarin, da empreiteira Equipe, informou que a massa asfáltica é transportada da usina de Campo Grande, distante 120 quilômetros. A firma Equipav movimenta material via Casa Verde, pela BR-267.

Acostumados a superar tais obstáculos, engenheiros e operários – cerca de 700, nos cinco canteiros – enfrentam sol e chuva para cumprir o cronograma da obra, que segue em ritmo acelerado. O pavimento (concreto betuminoso usinado a quente, com espessura de cinco centímetros) em plataforma de nove metros de largura surge em meio àquele cerrado e entrecortando as florestas de pinus.

Pontes de concreto

O projeto de engenharia da MS-040 inclui três obras de arte especial, em fase final de execução: a construção das pontes de concreto sobre o Ribeirão do Lontra (limite de Campo Grande com Ribas do Rio Pardo), de 30 metros de comprimento; no Rio Pardo (limite de Ribas do Rio Pardo com Santa Rita do Pardo), de 120 metros; e no Ribeirão Ponte de Pedra (em Santa Rita do Pardo), de 30 metros.

 

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