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Governo de MS equipa corporações musicais e garante acesso de adolescentes à formação cultural e social

por Redacao
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Daniel Felizardo, de 13 anos, é baterista da Banda Mirim da Polícia Militar. Morador da periferia de Campo Grande, há dois anos ele participa do projeto social que ensina adolescentes da Rede Pública de Ensino com idade entre 10 e 17 anos a tocar um instrumento musical. Um sonho? “Quero ser músico e passar numa prova da Base Aérea, do Exército ou da Polícia Militar para fazer parte da banda”, comentou.

Daniel Felizardo, de 13 anos

Daniel Felizardo, de 13 anos

Daniel é um dos 100 integrantes da banda que cultivou o gosto pela música graças à iniciativa da Polícia Militar. O projeto recebeu nesta sexta-feira (21) instrumentos musicais do governo do Estado, por meio de uma iniciativa que está beneficiando 23 corporações de 21 municípios. A solenidade de entrega contou com a presença da vice-governadora Simone Tebet e do diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Américo Calheiros.

São pelo menos 310 instrumentos musicais entregues nesta etapa que vai ajudar nos ensaios e apresentações de diversas bandas. Bruna Tayara, de 20 anos, é integrante da banda da Escola Estadual Manoel Bonifácio, localizada no Jardim Tarumã, em Campo Grande. Para a jovem a iniciativa é fundamental para o desenvolvimento do adolescente. “Ajuda muito no desenvolvimento na escola já que a banda exige muita disciplina com horários e compromissos, mas também ajuda no relacionamento com os pais. A gente pensa mais rápido e tem mais concentração”, avaliou.

Nilson Almiro Marques, maestro há 14 anos da banda da escola do Jardim Tarumã e há um ano do município de Bandeirantes, que também recebeu hoje os instrumentos musicais, avalia positivamente a iniciativa do Estado. “A importância desse projeto do governo é principalmente a parte da educação musical já que para a maioria das bandas o acesso a esses instrumentos é muito difícil, principalmente no que se refere a valores”. Somente para o município de Bandeirantes os instrumentos entregues estão avaliados em R$ 17 mil. Já em Campo Grande apenas um instrumento do kit – o vibrafone que a escola vai receber custa em média R$ 6 mil.

“O aluno de periferia não tem acesso a um instrumento desse e para a escola poder adquirir tem que fazer diversas promoções. A nossa felicidade como a de outros maestros daqui e do interior é que não é a primeira vez que acontece essa iniciativa do governo do Estado. De quatro anos para cá isso tem sido intensificado”, comemorou o maestro Nilson Almiro, salientando que a iniciativa tem despertado a formação de mais bandas musicais nas escolas. “Eram 12 bandas e hoje já são 45, isso só dentro da Rede Estadual. É uma vitória”, destacou.

Uma ajuda do Estado que o maestro Carlos Alberto Pereira, da Banda da Sociedade Caritativa e Humanitária (Seleta) de Campo Grande, agradece. “O instrumento é muito caro e não temos muito recurso para comprar. É difícil também manter os alunos na banda sem ter instrumento. Para nós é gratificante receber um instrumento valioso como esse. Se for colocar no papel, esses instrumentos entregues estão em torno de R$ 15 mil”, disse.

O projeto da Seleta trabalha com crianças carentes com idade entre 15 e 18 anos de diversos bairros de Campo Grande. E tem aluno que começou a participar da banda, mas que mesmo após adulto continua ajudando na iniciativa. Conforme o maestro, da banda já saíram jovens que hoje integram outras corporações profissionais.

Ângelo Darcy, de 28 anos, começou a participar da banda aos 12 anos. Hoje, já professor universitário, continua como integrante da corporação. O que ele aprendeu enquanto adolescente valeu como um grande ensinamento. “Na banda aprendemos a ter disciplina e foco. São pontos fundamentais que a gente leva para a vida toda”, salientou. Sobre o programa do Estado em equipar as diversas corporações musicais, Ângelo avalia como “uma ótima iniciativa que tem a música como base para tirar o jovem do ócio e para a integração com outras pessoas”.

Para o prefeito de Coxim (um dos municípios beneficiados), Aluizio São José, ter a oportunidade de receber instrumentos musicais para promover o acesso à cultura é motivo de satisfação. “O desenvolvimento social depende também do acesso do conhecimento e do oportunizar da cultura para a nossa gente independente da condição econômica e geográfica. Sonhar com uma orquestra e jovens ocupando seu tempo livre com coisas boas com certeza através da cultura a gente está promovendo cidadania e inclusão social”, destacou.

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