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Dia seis de junho é o novo prazo apresentado pelo Governo Federal para a solução definitiva da compra de terras na região de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, visando atender a demanda dos indígenas para aumentar a área da reserva Buriti.
Produtores rurais da região, insatisfeitos com a precificação das áreas invadidas, têm de seis de março até seis de abril para apresentar laudos contrapondo os estudos apresentados da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Esse foi o cronograma acordado entre produtores rurais e o assessor do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga, mediado pelo Governador do Estado, André Puccinelli, nesta quinta-feira (27), em reunião realizada na governadoria.
Depois de finalizado o prazo para a contraposição dos produtores rurais, a Funai e o Incra terão 30 dias para argumentar os valores estipulados para pagamento da terra nua e suas benfeitorias. E, finalmente, em seis de junho deverá ser acertada entre produtores e governo federal a venda das propriedades.
Na região Buriti são 15 mil hectares distribuídos em 30 propriedades privadas inclusas nos estudos da Funai, sendo que 20 estão invadidas por indígenas, de acordo com o levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul).
A pedido do Ministério da Justiça, no dia sete de janeiro deste ano, representantes da Funai, do Incra e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) apresentaram os resultados da avaliação, com critérios próprios, da área de 15 mil hectares. Se efetivada a compra de toda área pretendida, a extensão da terra indígena Buriti passará de dois mil para 17 mil hectares.
Ainda que insatisfeitos com a precificação, os produtores rurais aceitaram o acordo e apresentarão, dentro do cronograma estipulado, os contrapontos técnicos que amparam o valor das terras de região, consideradas de alta produtividade.
Sobre o Sistema Famasul – O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e pelos sindicatos rurais do Estado.
O Sistema Famasul é uma das 27 entidades sindicais que integram a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.
