O promotor de Justiça Paulo Zeni está trabalhando numa ação para pedir o afastamento dos vereadores indiciados e presos na Operação Uragano (furacão, em italiano). Em entrevista via telefone, Zeni diz que também vai pedir, já na quarta-feira, o afastamento do prefeito Ari Valdecir Artuzi (PDT). “Ele já está preso, mas não tem nada a ver, uma coisa com a outra”, disse Zeni, há pouco.
Os vereadores que têm reunião ordinária marcada para a próxima quinta-feira, adiada por conta do ponto facultativo hoje (véspera da Independência), poderão enfrentar uma reação pouco amigável, caso apareçam. À exceção da vereadora Délia Razuk, única que não foi indiciada, os demais não são bem vindos, garantem manifestantes que estão em passeata no centro da cidade gritando “fora ari”, fora vereadores”, entre outros.
Nove de 12 vereadores foram presos durante a Operação Oragani: o presidente da Câmara,Sidlei Alves (DEM), Aurélio Bonatto (PDT), Edvaldo Moreira (PDT), Humberto Teixeira Júnior (PDT), José Carlos Cimatti (PSB), Zezinho da Farmácia (PSDB), Júlio Artuzi (PRB), Marcelo Barros (DEM) e Paulo Henrique Bambu (DEM) que está licenciado (no lugar dele está Idenor Machado). Já os vereadores Gino Ferreira (DEM) e Dirceu Longhi (PT) foram indiciados. Apenas a vereadora Délia Razuk (PMDB) não foi citada no esquema.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Ari, Maria, Carlinho Cantor, Sidlei Alves, Edvaldo Moreira e Humberto Teixeira. Os demais parlamentares foram soltos.
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