Faltando 10 dias para expirar o prazo de validade do concurso público em que foram aprovados, mas não chamados pela Prefeitura de Campo Grande, 77 remanescentes ao cargo de guarda municipal pedem a ajuda de vereadores para que o prefeito Alcídes Bernal os chame. Na sessão do Legislativo desta quarta-feira, o vereador Coringa (PSD) usou a tribuna para apelar para que todos os vereadores da Casa se solidarizem com esses trabalhadores que estão na maior expectativa de serem chamados e efetivados no município.
“Bernal que sempre disse que as pessoas estarão em primeiro lugar na sua administração, pode provar agora que isso de fato é verdadeiro, efetivando esses 77 remanescentes do concurso público para guarda municipal de Campo Grande”, argumentou o vereador. Seu colega de partido, vereador Chiquinho Telles foi mais além, disse que é responsabilidade da Casa fazer justiça com esses trabalhadores que são necessários para cuidar do patrimônio público municipal.
Paulo Siufi (PMDB) confirmou a necessidade desses profissionais para Campo Grande. “Muitas escolas e outros órgãos do município precisam urgentemente desses profissionais. Esperamos que o prefeito Alcídes Bernal enxergue esse problema e o resolva”, afirmou.
O apelo de Coringa encontrou respaldo também no líder do prefeito na Câmara, vereador Alex do PT. Ele afirmou que também está preocupado com a expiração desse prazo do concurso público e informou que ontem esteve com secretários municipais tratando do assunto, mas não revelou nenhuma posição da Prefeitura sobre chamar ou não esses candidatos aprovados para assumir o cargo.
CARTÃO ALIMENTAÇÃO – A ação do prefeito Bernal de não renovar o contrato do cartão alimentação (Brasil Card) que os guardas municipais tinham até há dois meses atrás, voltou à tribuna nesta manhã. Coringa revelou que os funcionários continuam reclamando a suspensão desse cartão que dava um crédito no valor de R$ 83,00 para compra de mantimentos. “Esse dinheiro era muito útil, principalmente para as esposas dos guardas municipais, que podiam fazer compras para suprir as necessidades domésticas”, afirmou o vereador.
Alex do PT informou que esse problema já estava sendo resolvido com o depósito em conta, de cada funcionário, o valor equivalente ao do cartão Brasil Card. Alguns parlamentares discordaram e disseram que receberam informações de que o problema continuava.
CAOS NA SAÚDE – Chiquinho Telles voltou a levantar na tribuna da Câmara, o problema do caos na saúde de Campo Grande, na gestão do prefeito Alcídes Bernal. Ele disse que a cada dia aumentam as denúncias e reclamações sobre esse serviço na cidade.
O parlamentar apresentou o caso do pedreiro Héber Soares, de 34 anos, que perdeu a esposa , Cleunilda Coelho de Lima, de 45 anos, por falta de atendimento adequado à sua saúde.
A mulher estava com pneumonia e tuberculose, que só foram descobertos depois que o pedreiro se viu obrigado a pagar uma consulta particular, depois de perambular por postos e UBS de vários bairros e vilas da cidade, sem conseguir êxito nas consultas. Com a esposa cheia de dores e muito mal, ele procurou um médico particular e só então as doenças foram detectadas.
A morosidade na internação nos hospitais públicos complicaram ainda mais a situação da paciente que acabou morrendo no sábado (30). Chiquinho Telles lamentou o episódio e disse que casos graves de falta de atendimento são muitos registrados todos os dias em Campo Grande.

