Recém-inaugurado, o Setor de Trabalho do Estabelecimento Penal “Máximo Romero” (EPMR), em Jardim, já está em pleno funcionamento. Na semana passada, foi oficialmente iniciada no local a parceria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) com a empresa “Manufactura de Crinas do Brasil”, dando oportunidade de ocupação produtiva e remunerada, inicialmente a doze reeducandos.
Os internos atuam na separação de mechas de crinas, material utilizado na confecção de pincéis, vassouras e similares. Pelo trabalho, recebem remição de pena e comissão por quilograma da produção. Para o diretor do presídio, Creone Batista, o trabalho desenvolvido é de grande valia, pois proporciona retorno financeiro para os internos, e ainda ajuda diminuir o ócio, contribuindo para a rotina de disciplina da unidade penal.
Por estar no início, o trabalho de manufatura de crinas no EPMR ainda tem muito o que ser ampliado, segundo o proprietário da empresa, Carlos Garcete. “Existe a previsão de ampliação setor para comportar até 24 internos trabalhando”, informou durante a oficialização do convênio.
Melhoria
Outra novidade na unidade penal são os dois novos alojamentos, construídos para as equipes plantonistas de servidores penitenciários. A obra, assim como a construção do Setor de Trabalho, fez parte da reestruturação desenvolvida no presídio, que envolveu, ainda, a instalação de uma cozinha industrial e a reforma do Setor Educacional.
De acordo com a direção do EPMR, a previsão é de até a segunda quinzena do mês de setembro, também entre em funcionamento a sala de atendimento medico – odontológico, e em novembro seja concluída a obra da unidade penal de regime semiaberto, que está sendo construída em uma área externa à de regime fechado.

