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Utilizando materiais reciclados Urban Trash Art traz a lenda da Serpente da Gruta para Bonito

por Redacao
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O tema escolhido tem tudo a ver com a proposta ecológica que a cidade remete. O 14º Festival de Inverno de Bonito trouxe para as ruas o trabalho do grupo paulistano Urban Trash Art que utiliza lixo e materiais reciclados para fazer arte. A proposta criada especialmente para o Festival de Inverno de Bonito, dos artistas Cleber Padovani e Rodrigo Machado, veio da recriação da lenda da Serpente da Gruta.

A ideia concebida em 15 dias e executada em apenas dois trouxe para a Praça da Liberdade uma serpente gigantesca toda feita de restos de madeiras, panelas, ventiladores, paletes, tábuas e muitos outros materiais que seriam jogados fora.

As obras são feitas com objetos que já tiveram alguma utilidade e foram descartados. O material para confecção do projeto foi todo recolhido na cidade pela Secretaria Municipal de Cultura, que organizou a coleta dos resíduos. “Nós viemos somente com a ideia e não sabíamos que material iriamos encontrar para fazer a serpente e a gruta”, contou o artista Rodrigo Machado.

Para a dupla, que participa pela primeira vez do Festival, a montagem da serpente foi um bom desafio. “Quando a gente sai em busca do material, coletando tudo, já sabemos que determinada peça pode virar um olho”, relatou Rodrigo.

O artista Cleber Padovani aprovou a iniciativa de expor e criar uma escultura especificamente para o Festival de Inverno de Bonito. “Não esperava que uma cidade tão pequena pudesse produzir um Festival deste porte. Não conhecia nem a cidade, nem o Festival e achei incrível”, contou o Cleber.

Os artistas já pensam em voltar à cidade e estabelecer parceiras. “Quem sabe a gente não volte para fazer uma oficina por aqui e trabalhar a sustentabilidade”,  propôs o artista Rodrigo Machado.

Os artistas já contabilizam 39 esculturas desde janeiro de 2009, quando o projeto teve início, cada uma com características diferentes. A maior dela, uma centopeia viking de 2,5 toneladas, foi construída para o Festival SWU (Starts With You/Começa Com Você) deste ano. Para montagem da escultura os artistas levaram oito dias.

Os artistas já construíram também uma escultura feita com refugo de madereira e resíduos coletados nas ruas da capital paulista. A aranha de oito metros ficou exposta na Virada Cultural em São Paulo.

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