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Assistência Social de Anastácio realiza mobilização de combate à violência sexual infanto-juvenil

por Redacao
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Mesmo com o passar do tempo e com a evolução do pensamento e do comportamento humano, alguns indivíduos ainda agem com atitudes grotescas, drogando, espancando, estuprando e até matando crianças para satisfazer suas vontades. Abuso, exploração e violência sexual de crianças e adolescentes é um assunto eminente na sociedade, e em Anastácio, a Prefeitura Municipal, está engajada na luta pela conscientização e combate à violência infanto-juvenil.

Foi feito uma mobilização nas principais avenidas de Anastácio

Foi feito uma mobilização nas principais avenidas de Anastácio

A Prefeitura Municipal de Anastácio, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, através de suas Coordenadorias – CREAS e CRAS – desenvolveram atividades voltadas a este tema, que culminou na manhã de sábado (18), com uma mobilização nas principais avenidas de Anastácio enfatizando o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Em Anastácio, o público-alvo da semana de enfrentamento à violência infanto-juvenil são as crianças e adolescentes assistidos pelos programas sociais da Prefeitura Municipal, PETI e PROJOVEM, bem como, os alunos da rede municipal de ensino.

Ao longo desta semana, também serão realizadas palestras ao longo do ano nas escolas municipais, promovidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CREAS) e demais palestrantes convidados, abordando a conscientização sobre esse grave problema, com orientações, maneiras de prevenção e como denunciar um caso de abuso sexual.

 

TRISTE HISTÓRIA – Esta data é marcada pelo bárbaro sequestro ocorrido no dia 18 de maio de 1973, da menina Araceli Cabrera Sanches, de 8 anos, que foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba.

Muitos acompanharam o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.

Ao contrário do que se esperava, a família da menina silenciou diante do crime. Sua mãe foi acusada de fornecer a droga para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos.

Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte, contudo, ainda causa indignação e revolta.

A DATA – O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.

O dia 18 de maio foi criado em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se e surgiu a ideia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil. De autoria da então deputada Rita Camata (PMDB/ES), o projeto foi sancionado em maio de 2000 e na sequencia foi  criada a Lei 9.970, que institui o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil, respeitado até hoje como data oportuna para as mobilizações sociais e conscientização da sociedade, assim, como ocorreu em Anastácio.

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