Segundo o delegado Hylton Coelho, a quadrilha conseguia obter os dados de diversos proprietários de cartões de crédito e, com estas informações, fazia compras pela internet, em lojas virtuais. Com a ajuda de funcionários dos Correios, as mercadorias eram entregues em endereços fictícios ou diretamente aos criminosos.
“As empresas que atuam na internet são vulneráveis a este crime. O sistema de segurança de empresas de cartões ajudou a prevenir muitos danos, mas, neste caso, os estragos foram grandes”, disse Hylton.
O delegado informou que os fraudadores não se preocupavam em obter o cartão fisicamente, eram apenas os dados para efetuar as compras com o nome das pessoas físicas verdadeiras. As mercadorias eram revendidas pela internet. Ainda não se sabe o numero exato de pessoas prejudicadas pelo golpe.
revenda, além de ter muita procura no mercado”, contou o delegado. Um carteiro chegava a entregar seis computadores por dia.
A investigação da polícia começou em 2010. Os presos estão sendo levados para fazer exame de corpo delito e depois serão encaminhados para o presídio Ari Franco, em Água Santa, no Subúrbio do Rio.
Segundo informações da Polícia Federal, os carteiros serão indiciados por corrupção passiva e formação de quadrilha e outros envolvidos no golpe por formação de quadrilha, furto qualificado e recepção de produtos roubados. Os nomes das pessoas presas estão em segredo de justiça.
