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Consumidor corumbaense está comprando na Bolívia para fugir dos altos preços dos hortifrutigranjeiros

por Redacao
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Com a alta constante dos preços dos produtos hortifrutigranjeiros o consumidor corumbaense tem atravessado a fronteira para comprar mais barato na Bolívia. Nos últimos dias o percentual de aumento atingiu os 50%, em média e o tomate, grande vilão da categoria, chegou a ser vendido a R$10,00 o quilo.

Alguns consumidores já utilizavam a prática de atravessar a fronteira para fazer compras, principalmente de produtos de limpeza e higiene pessoal. Agora, muitos corumbaenses estão procurando as feiras e os mercadões bolivianos para conseguir suprir os vazios deixados nas geladeiras depois que os preços dispararam.

Da semana passada para cá houve um recuo no consumo local e, com isso, os preços também retroagiram. O próprio tomate vem sendo comercializado entre R$7,00 e R$8,00 o quilo, mas nada comparado aos R$3,00 praticados na Bolívia.

A produção no país vizinho, na maioria das vezes, é feita por fazendeiros brasileiros que se estabeleceram em solo boliviano. Muitos produtores plantam soja e milho, mas existem os que se dedicam aos hortifrutigranjeiros. Também é comum do outro lado da fronteira encontrar frutas vindas do Peru e do Chile, além da Argentina.

A grande preocupação é com a qualidade, já que na Bolívia não existem as mesmas normas adotadas no Brasil para não prejudicar a saúde da população. E com isso, a fiscalização se redobra no atravessamento da carne que nos açougues bolivianos é vendida a R$10,00 o quilo da de primeira enquanto em Corumbá esse valor chega a R$18,00 o quilo. É proibido trazer produtos de origem animal e a fiscalização na fronteira é feita pela Anvisa.

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