O Bloco do AfroReggae levou 150 mil pessosas na manhã desta segunda-feira para Ipanema. O desfile foi marcado por algumas mudanças em relação aos anos anteriores, acertadas com a Prefeitura. Começou em horário mais cedo e com apenas 70 ritmistas na bateria. Em outros anos, o bloco chegou a reunir mais de 250. O coordenador do projeto José Júnior acredita que essa foi uma estratégia para evitar transtornos.
— De manhã, há menos gente embriagada e menos confusão. Foi uma decisão positiva. A quantidade de gente não importa. O que vale mesmo é que todo mundo no bloco se divirta.
A bateria, que sempre chama atenção por causa das fantasias, este ano veio de super-heróis. Tinha Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Capitão América e Homem de Ferro, entre outros.
Um dos vocalistas da banda, Leão Magalona destaca o diferencial do desfile deste ano.
— Pela primeira vez vamos tocar funk e samba.
Outra novidade foi o trio elétrico movido a xixi. Instalado ao lado dos banheiros químicos tradicionais, um equipamento coletou a urina que foi usada para carregar as baterias usadas no trio, por meio de processo de sucção do xixi no momento da limpeza do banheiro.
A bateria coordenada pelo Mestre Dada reúne jovens de sete comunidades que participam das oficinas de percussão e dança do grupo. Creuzimar Santana, de 19 anos, sete deles no AfroReggae, desfila como dançarina à frente do bloco.
— Ensaiamos desde janeiro, quatro horas por dia. Suamos a camisa para hoje agitar a galera – conta ela.
Moradora de São Paulo, Maria Vitória Gouveia vem passar o carnaval no Rio todo ano desde 2000. Ela é fã de carteirinha do bloco.
— É o bloco mais harmonioso e com mais swing – opina.
