Início » Campo Grande fecha dezembro com inflação de 0,64%;alimentos puxam alta

Campo Grande fecha dezembro com inflação de 0,64%;alimentos puxam alta

por Redacao
0 comentários

O índice de Preços ao Consumidor (IPC-CG), elaborado pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp, registrou alta inflação de 0,64% no mês de dezembro, acima da inflação do mês de anterior, que foi de 0,57%. A maior contribuição para a inflação foi a do grupo Alimentação com 0,37%.

O coordenador do Nepes, Celso Correa explica que o aumento da inflação é reflexo, principalmente, dos aumentos de preços de alguns produtos e/ou serviços dos grupos Alimentação, Vestuário e Habitação. “Itens desses grupos tiveram crescentes altas de preços no final do ano passado. Esse índice 0,64% está de acordo com a nossa expectativa, confirmando que a inflação estaria em alta no final de 2012”, afirma. A inflação acumulada em 2012 na Capital foi de 5,78%, fechando o ano abaixo do topo da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 6,5%. A meta do CMN para a inflação de 2012 foi de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos.

O grupo Habitação apresentou uma moderada inflação em seu índice de 0,33% em relação ao mês de novembro. Os produtos que tiveram altas de preços foram: fogão 5,38%, esponja de aço 5,27% e lâmpada incandescente 4,52%, entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com fósforos (-6,73%), ventilador (-4,66%) e vela (-4,22%).

Novamente vilão do IPC/CG, o grupo Alimentação apresentou forte inflação de 1,47%, devido aos aumentos de preços de alguns cortes de carne bovina, frutas e legumes. “Este grupo sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Neste grupo, os produtos que mais aumentaram de preços no último mês de 2012 foram: tomate 29,90%, couve-flor 23,77%, pernil 17,63% e chuchu 12,41%. Por outro lado, alguns produtos tiveram quedas de preços significativas, a saber: uva (-12,48%), maçã (-10,28%), farinha láctea (-8,32%) e limão (-7,80%)”, informa o coordenador do Nepes.

No item Carnes, alguns cortes bovinos tiveram altas de preços, como: filé mignon 6,03%, lagarto 4,78%, alcatra 4,12% e picanha 3,10%. Outros cortes, apesar da alta demanda por carne bovina no final do ano, tiveram quedas de preços: ponta de peito (-5,63%), patinho (-3,09%) e acém (-2,75%). “Em relação à carne suína, todos os cortes foram afetados com elevados aumentos de preços, a saber: pernil 17,63%, costeleta 12,26% e bisteca 6,23%. Quanto à carne de aves, miúdos teve aumento de preço de 1,12% e frango congelado teve um forte aumento de 11,57%”, relata o pesquisador do Nepes, José Francisco dos Reis Neto.

Observou-se relativa estabilidade de preços no grupo Transportes, com pequena alta de 0,02%. Tiveram aumentos de preços neste grupo: passagem de ônibus interestadual 5,17%, pneu 1,78% e óleo diesel 1,52%. Ocorreram quedas de preços no etanol (-4,44%) e automóvel novo (-0,14%).

O Grupo Educação também apresentou pequena alta nos preços dos seus produtos, em média de 0,12%, devido a aumentos de 1,10% nos preços de artigos de papelaria.

Com moderada inflação de 0,28%, o grupo Despesas Pessoais registrou aumentos de preços com os produtos: creme dental 3,67%, sabonete 2,96%, hidratante 1,68%, entre outros com menores aumentos. Queda de preço só ocorreu com absorvente higiênico (-0,57%).

O grupo Saúde também apresentou pequena alta em seu índice, média de 0,16%. “Destacaram-se com aumentos de preços neste grupo: antimicótico e parasiticida 3,73%, material para curativo 2,97%, anti-infeccioso e antibiótico 1,34%, entre outros com menores aumentos de preços. Não houve queda de preço em nenhum produto desse grupo”, comentou o pesquisador José Francisco dos Reis Neto.

Por fim, o grupo Vestuário apresentou fortíssima inflação de 2,50% em seu índice no mês de dezembro. Aumentos de preços ocorreram nos produtos: blusa 9,60%, sapato feminino 8,62%, tênis 7,80% e sapato masculino 5,32%. Ocorreram quedas de preços nos produtos: sandália/chinelo masculino (-9,56%), sandália/chinelo feminino (-8,41%), short e bermuda masculina (-5,97%).

Inflação Acumulada – A inflação acumulada em 2012, na cidade de Campo Grande ficou em 5,78%, ultrapassando o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que era de 4,5%, porém permanecendo dentro da margem que variava de 2 a 6,5%, o que, de acordo com os pesquisadores do Nepes, em meados do mês de outubro não sinalizava ocorrência. “A inflação mensal de Campo Grande que estava com tendência de alta a partir do mês de agosto, reverteu tal tendência a partir do mês de novembro, fechando dezembro com 0,64%”, lembra o coordenador do Nepes, Celso Correa.

“Em 2012 o grupo Alimentação liderou a lista das inflações acumuladas nos sete grupos que compõem o IPC/CG, com 9,58%, seguido de perto pelo grupo Despesas Pessoais, com 9,48%, inflações essas superiores à inflação acumulada deste ano de 2012, que foi de 5,78%. Essa inflação acumulada anual do grupo Alimentação atinge mais diretamente a população de menor faixa de renda, que prioriza a alimentação, onde realiza os maiores gastos. É bom destacar que o grupo de Despesas Pessoais, que aparece em segundo lugar na lista das inflações acumuladas no ano de 2012, mostra que, principalmente, o custo dos serviços tem aumentado acima da inflação em nossa cidade”, destaca o coordenador do Núcleo de Pesquisas da Anhanguera-Uniderp Celso Correia.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação do IPC/CG foram: Frango congelado, Tomate, Alcatra, Blusa, Óleo diesel, Tênis, Sapato feminino, Calça comprida masculina, Pneu e Alface. Os dez produtos que mais contribuíram para a queda da inflação do mês de novembro foram: Etanol, Computador, Acém, Maçã, Short e bermuda masculina, Patinho, Açúcar, Uva, Açúcar e Patinho.

Você Pode Gostar