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José Dirceu e cúpula petista devem começar a ser julgados hoje no STF

por Redacao
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A cúpula petista, incluindo o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do partido José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, começa a ser julgada nesta quarta-feira (3) no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo a denúncia da Procuradoria, eles foram os responsáveis por montar uma estrutura para angariar ilicitamente apoio político no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).

José Dirceu e Lula em cerimônia em Brasília em 2005.Lula Marques/Folhapress

Os três réus são acusados de corrupção ativa e formação de quadrilha — mas apenas o crime de corrupção ativa será analisado nesta fase do julgamento. A sessão de hoje, a 31ª do julgamento, que completou dois meses ontem, terá início com o voto do ministro-relator, Joaquim Barbosa, sobre 10 réus.

Além dos três petistas, nesta parte do item 6 da denúncia, também respondem por corrupção ativa Marcos Valério e seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, além de Rogério Tolentino, advogado de Valério, as ex-funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcellos e Geiza Dias e o ex-ministro dos Transportes e atual prefeito de Uberaba, Anderson Adauto. O grupo ligado a Valério já foi condenado em outras fases do julgamento por peculato, corrupção ativa (em relação a outros réus) e lavagem de dinheiro.

A previsão é que o voto de Joaquim não tome a sessão inteira, o que daria tempo para o ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, começar também a leitura do voto dele.

Os petistas são acusados de usar o esquema operado por Valério para fazer repasses de dinheiro a parlamentares da base aliada. Na sessão de segunda-feira (1º), 10 réus ligados ao PP (Partido Progressista), PL (Partido Liberal, atual PR), PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), foram condenados por receber recursos ilegais. Além deles, foram condenados também os ex-sócios da corretora Bônus-Banval, intermediária no esquema, Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg.

folhaonline

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