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CPI faz cerco a Cachoeira, mas chega à metade dos trabalhos ainda sem rumo

por Redacao
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Sem resultados concretos, a CPI do Cachoeira , que investiga a relação do bicheiro que dá nome à comissão com políticos e agentes públicos e privados, completa três meses nesta quarta-feira (25) ainda sem ditar o rumo das investigações. Até agora, ouviu envolvidos no grupo do contraventor, mas sem conseguir destrinchar toda a pilha de documentos que possui, entre eles os dados das quebras de sigilo dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). O tucano foi quem sofreu o maior desgaste político com as investigações da CPI e deve voltar a depor no segundo semestre para explicar a venda da casa onde o bicheiro foi preso, em 29 de fevereiro.

A CPI também enfrenta dois desafios em agosto, quando retoma os trabalhos: vencer as desconfianças sobre os seus resultados práticos e minimizar o impacto das eleições que vão esvaziar o Congresso e, por consequência, as sessões da comissão.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), líder tucano no Senado, cobra maior rapidez no acesso aos dados das quebras de sigilo aprovadas na comissão e afirma que o maior desafio dos trabalhos da CPI é vencer o descrédito. “A CPI é forte porque quebra sigilos. Mas elas demoram muito a chegar de forma efetiva à comissão. Nisso se vê uma clara mão do governo, que tem ligação com os bancos e com os órgãos de controle. Agora, essa imposição de que toda CPI acaba em pizza só interessa aos desonestos. As pessoas não conhecem a CPI por dentro. Então a comissão já começa com o desafio de fazer com que as pessoas acreditem nela”, afirmou Dias.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da CPI, a comissão cumpriu seu papel nesses primeiros três meses pelo impacto que teve na cassação do senador Demóstenes Torres e pela manutenção da prisão do Cachoeira, que foi preso em fevereiro e teve vários pedidos de habeas corpus negados pela Justiça.

ultimo segundo

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