O ninho foi construído na forquilha principal de um jatobá-mirim, a 14 metros do chão e a cerca 4 km dos limites do parque. O filhote voa bem e, pela plumagem e data do primeiro avistamento (Fev/2011) pelo agricultor Sebastião Ibarras, provavelmente deve ter cerca de um ano e quatro meses.

Popularmente conhecido como gavião-real
Já é o segundo ninho mapeado no entorno da unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O primeiro foi localizado em 2005 e monitorado até 2006 pelos servidores Alexandre Pereira e Ivan Salzo, então lotados no Parque. O registro foi publicado na Revista Brasileira de Ornitologia (estudo de aves).
A expedição
Na expedição, a equipe do PCGR (a bióloga Helena Aguiar e o escalador de árvores Olivier Jaudoin) foi ao local a fim de realizar a prospecção com base nos registros fotográficos e audiovisuais da espécie nos municípios de Bodoquena e Bonito.
“Dados do PCGR indicam que em 83 ninhos mapeados e monitorados pelo programa, 97,5% são oriundos de informações diretas sobre a localização dos ninhos por agricultores, pesquisadores e pessoas que habitam no entorno das áreas de nidificação da harpia”, explica a bióloga.
O analista ambiental e chefe do parque, Fernando Correia Villela, acompanhou as atividades no Assentamento Canaã, em Bodoquena, e na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Saci e Fazenda São Geraldo, em Bonito.
Sobre o parque
O Parque Nacional da Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, protege 76.481 hectares de floresta estacional, abrangendo os municípios de Bodoquena, Bonito, Jardim e Porto Murtinho. “Além da grande diversidade de aves no Parque, o avistamento das harpias, especificamente, é um ótimo indicador da biodiversidade privilegiada da unidade, mostrando também a importância do trabalho com as comunidades do entorno”, destaca Fernando Villela.
