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O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, terá duas horas para se defender nesta sexta-feira no Senado do país antes da sessão que votará seu impeachment. Lugo enfrenta um processo relâmpago, após a morte de 17 pessoas na semana passada, durante a ação da polícia numa fazenda ocupada por sem-terras.
Na manhã desta quinta-feira, a Câmara paraguaia aprovou o processo de impeachment por 76 votos a um, com o projeto seguindo para o Senado. Preocupada, a Unasul fez uma reunião extraordinária no Rio de Janeiro e envia ainda hoje uma delegação a Assunção para acompanhar o assunto.
Assessores do presidente paraguaio consideram que o processo iniciado por seus opositores “pode ser considerado uma espécie de golpe de Estado”.
