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Mato Grosso do Sul lidera o ranking de mortes indígenas em 2011. Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o Estado concentra 62% dos casos, ou seja, dos 51 assassinatos registrados no país, 32 foram em MS. Além dos casos registrados, o Cimi registrou ainda 27 tentativas de homicídio.
“Com uma taxa de homicídios de 100 por 100 mil pessoas, maior que a do Iraque, e quatro vezes maior do que a taxa nacional, o povo Guarani e Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, enfrenta uma verdadeira guerra contra o agronegócio”, destaca o relatório.
Ainda segundo os dados do relatório, no ano passado aumentou o número de casos de invasões a terras indígenas e exploração ilegal de recursos naturais. Segundo o documento, obras de infraestrutura e desmatamentos causados por grileiros e madeireiros estão entre as principais causas dos danos ambientais.
O documento afirma que a “morosidade” por parte do governo federal para a demarcação e homologação das terras indígenas expõe os territórios.

