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SNEA firma acordo com aeroviários e greve fica remota

por Redacao
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Na tarde desta terça-feira, dia 20, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) firmou convenção coletiva com outras representações. Nela, foi estabelecido que as empresas concedam reajuste salarial de 6,17% nas cláusulas econômicas, exceto piso salarial, vale refeição e cesta básica, que serão corrigidos em 10%. Além disso, foi criado piso para operador de equipamentos, no valor de R$ 1mil. As empresas passam também a reconhecer os parceiros do mesmo sexo, o que permite, por exemplo, a inclusão em planos de saúde.

Com o resultado, o negociador do SNEA, Odilon Junqueira, acredita que prevalecerá o bom senso e que a greve não se concretizará. “Foi um acordo muito importante dentro das atuais circunstâncias. Apesar do clima de incertezas que rondam a economia no próximo ano, as empresas repuseram integralmente o INPC. Tendo em vista o clima de calma, harmonia e diálogo dentro das empresas, não parece razoável que se faça greve por causa de 0,77%, que é a diferença entre o índice solicitado e o concedido”, afirmou Odilon.

Confira abaixo o comunicado aos passageiros das empresas aéreas:

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias – SNEA, em respeito aos passageiros e a população brasileira, diante da ameaça de paralisação feita por alguns Sindicatos que representam os Aeroviários e os Aeronautas às vésperas das festas de fim de ano, esclarece:
1. Desde 2005 as duas categorias receberam ajustes salariais que superaram a inflação alcançando ganhos reais de 8,27%;

2. É do conhecimento de todos que a atual instabilidade da economia internacional começa a se refletir, mesmo que de maneira ainda discreta, no Brasil. Como no restante do mundo, a indústria do transporte aéreo é a primeira a sofrer graves consequências da crise. Nos últimos seis meses, as principais empresas brasileiras do setor sofreram prejuízos superiores a R$ 1 bilhão;

3. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias elaborou estudos sobre os reajustes salariais – analisando a capacidade econômico-financeira de cada uma de suas associadas – e concluiu ser impossível atender integralmente às demandas dos Sindicatos profissionais. Mesmo assim, as empresas ofereceram ajustes salariais equivalentes ao INPC do período e ganhos reais nos pisos, nos tíquetes alimentação e refeição;

4. Diante da perspectiva de agravamento da atual situação econômica, o SNEA acredita que a opção mais sensata é a de não assumir compromissos desse porte e garantir que empregos de milhares de profissionais das duas categorias não corram riscos futuros;

5. O SNEA sabe que a paralisação irá provocar transtornos aos passageiros e a seus familiares, exatamente no período em que aumenta o tráfego aéreo e o movimento nos aeroportos. Qualquer atitude que possa prejudicar as operações será e fruto de intransigência dos sindicatos profissionais;

6. Caso os Sindicatos insistam na greve, as empresas buscarão reduzir seus efeitos sobre a população cancelando folgas e convocando empregados dispostos a garantir pleno atendimento a seus clientes.

O SNEA lamenta a decisão dos Sindicatos dos Aeroviários e dos Aeronautas, e acredita que a proposta oferecida ainda possa ser aceita, a exemplo dos aeroviários do Município do Rio de Janeiro e do Amazonas, que firmaram Convenção Coletiva de Trabalho, em 20 de dezembro de 2011, visando a não prejudicar os passageiros e suas famílias, a quem todos devemos respeito e consideração, principalmente quando a população se prepara para comemorar as festas de fim de ano e inicia seu período de férias.

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