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Projeto de turismo de bases comunitárias é discutido no Porto da Manga

por Redacao
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Comunidade do Porto da Manga se reunem para conhecer o projeto

A região da Estrada Parque Pantanal (EPP), mais especificamente a comunidade do Porto da Manga (localizada a 60 quilômetros de Corumbá/MS) recebeu recentemente a visita de técnicos do projeto ”Ações para o turismo de base comunitária na contenção da degradação do Pantanal” executado pela Ecoa. Os técnicos fizeram a apresentação oficial do plano de trabalho do projeto e realizaram, durante três dias, a aplicação de questionários em aproximadamente 60% da comunidade. Estas entrevistas têm como objetivo levantar informações socioeconômicas e ambientais da região. Os dados serão discutidos e analisados posteriormente e ao final deverão compor um diagnóstico situacional e ambiental das comunidades envolvidas no projeto.

 
Com 120 quilômetros e situada no Estado de Mato Grosso Sul, a Estrada Parque Pantanal (EPP) tem início na rodovia BR-262, seu diferencial e potencial turístico deve-se, em primeiro lugar, aos valores ambientais. Pois, a estrada atravessa quatro sub-regiões do Pantanal: Miranda, Abobral, Nhecolândia e Paraguai, e é conhecida também por ser uma das melhores regiões do país para observação de aves, mamíferos e jacarés em várias épocas do ano.
 
Além da região da Estrada Parque Pantanal, foram realizadas anteriormente outras duas viagens, sendo a primeira para a região de Porto Murtinho, localizada no sudoeste de Mato Grosso do Sul e a segunda para a região da Serra do Amolar, onde também houve um levantamento das potencialidades turísticas com ênfase na base comunitária e ainda a aplicação de questionários para o diagnóstico socioeconômico e ambiental das comunidades da Barra do São Lourenço, Porto Amolar, Paraguai Mirim, Baía do Castelo.
 
De acordo com Vanessa Spacki, consultora de Turismo do projeto, a próxima etapa consiste em continuar o levantamento de informações, através da aplicação de questionários em Porto Murtinho e na comunidade do Passo do Lontra, também localizada na região da EPP, juntamente com o levantamento das potencialidades turísticas da Estrada, tendo a atenção voltada à base comunitária, estudo este que não pode ser feito até o momento devido a grande cheia que ocorreu este ano na planície pantaneira e danificou as pontes de acesso a região.
 
Nas próximas fases do projeto serão realizadas capacitações junto às comunidades envolvidas para trabalharem com o turismo ambiental, tornando este segmento uma alternativa de renda sustentável para as populações locais e instrumento de conservação da biodiversidade da maior planície alagável do planeta.
 
O projeto conta com o apoio da Fundação de Turismo do Estado do Mato Grosso do Sul e SENAC.
ecoa

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