A adesão ocorreu durante o 1º Encontro BPC Trabalho, no auditório do Ministério da Educação, em Brasília. As capitais da Paraíba (João Pessoa), Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Pernambuco (Recife), Pará (Belém), Mato Grosso do Sul (Campo Grande), Piauí (Teresina), Ceará (Fortaleza) e Paraná (Curitiba) assinaram o protocolo de execução do projeto-piloto.
De acordo com a secretária nacional de Assistência Social do MDS, Denise Colin, a escolha das cidades para a expansão se baseou na estrutura para execução das ações do projeto. “Identificamos as capitais com bom aporte nas políticas de saúde, educação e assistência social, empresários e comércio (para absorção de mão de obra) e entidades que atendam pessoas com deficiência”.
A meta do MDS é expandir para todas as capitais e grandes cidades o projeto, que tem cooperação da Fenapave (Federação Nacional das Associações para Valorização das Pessoas com Deficiência), instituição com experiência em capacitação profissional de pessoas com deficiência e se articula com os ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego.
O BPC Trabalho terá visitas domiciliares, diagnóstico social e encaminhamento aos serviços da assistência social. Com apoio das entidades socioassistenciais, os beneficiários são avaliados quanto ao potencial de trabalho e suas demandas são identificadas para inserção profissional.
A proposta do projeto é atender principalmente beneficiários com dificuldade de superar as barreiras de acesso ao trabalho e à qualificação profissional devido às suas limitações. “O BPC Trabalho abre essa porta para que a pessoa saia do benefício e se engaje no mercado de trabalho, se torne cada dia mais autônoma e alcance a cidadania. É a evolução”, opina o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos, Antônio José Ferreira, que é deficiente visual.
Projeto de lei
Atualmente, aguarda sanção da presidenta Dilma Rousseff projeto de lei, já aprovado pelo Congresso, que permitirá que beneficiários do BPC suspendam o benefício durante a inclusão profissional e voltem a recebê-lo caso percam o emprego. De acordo com a proposta, durante o contrato de aprendiz profissional o beneficiário continuaria a receber o BPC, até sua inserção total no trabalho.
