
antiago Peña: presidente do Paraguai renunciou nesta quinta-feira, 5 (Federico PARRA / AFP)
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi preso em sua casa, em Assunção, na noite desta sexta-feira, 6, por ordem do Ministério Público.
A detenção acontece no mesmo dia em que o Senado aprovou seu impeachment, motivado pela crise financeira do Ueno Bank. Enquanto agentes da Polícia Nacional cumpriam a ordem de prisão, Pedro Alliana, o
Penã deverá permanecer em prisão domiciliar e à disposição da Justiça, segundo informações do jornal paraguaio ABC Color.
A investigação envolve suspeitas de lesão de confiança e outros possíveis crimes relacionados à crise do banco. A ordem de prisão foi assinada por quatro integrantes da equipe responsável e encaminhada à Comandância da Polícia Nacional.
Senado aprova impeachment de Santiago Peña
O impeachment de Peña foi aprovada pelo Senado nesta sexta-feira, 6 de novembro, por unanimidade. Além de afastar o agora ex-presidente, os senadores decidiram encaminhar o processo à Procuradoria-Geral para a abertura de investigações criminais.
O ex-presidente não compareceu ao julgamento e foi representado pelos advogados Adolfo Ferreiro e Ricardo Preda. Antes da votação, os senadores rejeitaram um pedido da defesa para ampliar em 72 horas o prazo de votação.
Os advogados argumentaram que o julgamento seria nulo porque Peña já havia apresentado sua renúncia ao cargo.
Renúncia não impediu impeachment
Na quinta-feira, 5, Peña anunciou sua renúncia à Presidência em um vídeo publicado enquanto a Câmara dos Deputados analisava a acusação contra ele. Mesmo com o anúncio, os 78 deputados presentes aprovaram a abertura do processo por unanimidade, segundo a EFE.
Em seguida, deputados e senadores se reuniram em sessão conjunta para deliberar sobre a renúncia. A votação, porém, não foi concluída. Parlamentares governistas do Partido Colorado deixaram o plenário, e a sessão terminou sem quórum, de acordo com a Bloomberg Línea.
Quem é o novo presidente do Paraguai?
Com a destituição de Peña, o então vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência sem a necessidade de uma nova eleição. Pela Constituição paraguaia, ele permanecerá no cargo até agosto de 2028. Fonte: Exame
