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Campanha de Lula estima mais de 1 milhão de pessoas em ato na Avenida Paulista

por Redacao
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Lula discursou durante ato em São Paulo neste domingo (11.out) – Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse hoje em ato na avenida Paulista que confia que o plenário do Senado vote na quarta-feira a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6×1. Ele também disse acreditar que o Congresso vote a PEC que dá direito ao governo federal de assumir a segurança, hoje atribuição dos estados, e assim seja criado o Ministério da Segurança Pública.

“Já está conversado com a Alcolumbre, já está marcada a data da votação, portanto, a única coisa que eu posso fazer é demonstrar que ele [seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), não tem coragem de votar contra a população. Ele não tem só isso. Ele não pode tentar protelar para enganar o povo depois das eleições. O PL tem que dizer se ele é favorável aos trabalhadores, descontar mais, ou quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais”, disse.

A oposição tenta protelar a votação para depois do segundo turno. Na sexta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou a votação para a quarta-feira (14). São necessários três quintos dos votos do Senado (49 votos) para que a PEC seja aprovada. Lula quer usar a posição do PL na votação como estratégia de campanha. Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de seu adversário, estão entre os que devem votar em plenário.

Lula disse que na quarta, às 11h, vai ser apresentada a emenda que cria a participação do governo federal na Segurança Pública, hoje atribuição dos estados. “Na hora que for aprovada a PEC, está criado o Ministério da Segurança Pública”, disse. Ele afirmou que o governo poderá fazer intervenções nas seguranças dos estados, o que hoje não é permitido. “Vamos definir o nosso papel, o papel do estado, o papel do município, da segurança pública.”

Apelos aos nordestinos de São Paulo

À multidão presente na Paulista, Lula apelou aos nordestinos que vivem em São Paulo. Ele levou com ele ao trio elétrico os governadores petistas reeleitos no primeiro turno: Elmano Freitas (CE), Rafael Fontelles (PI) e Jerônimo Rodrigues (BA).

Os três falaram da força do Nordeste em São Paulo e pediram esforço na reta final para convencer quem não votou ao segundo turno para comparecer às urnas no dia 25. Lula seguiu na mesma linha: ‘Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não precisam votar. Eles têm filhos, netos e a pátria deles para cuidar”, disse.

Assim como na fala aos jornalistas, o presidente defendeu o fim da escala 6×1 porque, segundo ele, “não quer só comida, mas tempo para cultura, estudo e a família”.

Coube ao vice-presidente, Geraldo Alckmin, criticar Flavio Bolsonaro (PL) ao relacioná-lo ao escândalo do Banco Master. Alckmin citou uma série de “mentiras” do adversário, como negar ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, fundador do banco, ou ter viajado em seu jatinho. O vice-presidente também mostrou uma foto da capa da Constituição Federal para dizer que os “paulistas deram a vida pela democracia” e “não aceitam a volta da ditadura”.

A campanha avaliou em mais de um milhão de pessoas no percurso. Não há estimativa da PM, e o Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP, que costuma fazer cálculos, não pode fazer projeções devido à restrição de drones na região por determinação da Presidência da República.

 

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