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Mulher sofre ataque racista por causa de dreadlocks dentro de ônibus em Campo Grande

por Redacao
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Foto: Reprodução/gerada por IA

Uma mulher denunciou ter sido vítima de injúria racial e ameaças dentro de um ônibus do transporte coletivo, na tarde deste sábado (10), na Vila Alba, em Campo Grande. Segundo o registro policial, um homem a ofendeu por causa do cabelo com dreadlocks, além de proferir xingamentos e afirmar que já havia agredido outras mulheres.

Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito entrou no coletivo, que seguia no sentido bairro-Centro, alguns pontos após o terminal. Ao perceber que a passageira estava com uma mala ocupando um assento, ele começou a insultá-la, mesmo com o ônibus praticamente vazio.

A vítima relatou à polícia que o homem a chamou de “desgraça”, além de dizer que odiava pessoas com aquele “cabelo feio”, em referência aos dreadlocks. Durante as ofensas, ele também teria afirmado: “Já bati em mulher, posso bater em mais uma”, fazendo com que a passageira se sentisse ameaçada.

Segundo o relato, os xingamentos e as provocações continuaram por vários quilômetros. Com medo, a mulher pediu ajuda ao motorista, que parou o veículo e acionou a Polícia Militar.

A passageira estava acompanhada de uma prima, que presenciou as ofensas, assim como o motorista e outras pessoas que estavam no coletivo. De acordo com o registro, duas crianças também ficaram assustadas com a situação.

Suspeito ameaçou policiais

Quando os policiais chegaram, o homem foi convidado a acompanhar a equipe até a delegacia, mas teria apresentado resistência, sendo necessário o uso de algemas para retirá-lo do ônibus.

Durante o trajeto, conforme a ocorrência, ele também desacatou os militares e ameaçou matar todos os integrantes da guarnição quando deixasse a delegacia. O suspeito ainda teria afirmado ser traficante e já ter cometido homicídio.

A vítima declarou que não conhecia o homem e que ficou com medo pela própria segurança e pela integridade física dos familiares que a acompanhavam.

As partes foram encaminhadas à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol para as providências cabíveis. Os policiais militares também manifestaram interesse em representar criminalmente pelas ameaças sofridas. O caso foi registrado para investigação. Fonte: Midiamaxuol

 

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