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Eduardo Riedel afirmou que participará ativamente da campanha de Flávio Bolsonaro

Governador reeleito diz que Reinaldo Azambuja e Renan Contar também estarão mobilizados no segundo turno

por Redacao
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Candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro e Governador reeleito de Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel (PP) e  – Foto: Reprodução/Pietra Dorneles, Midiamax

Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) afirmou que participará ativamente da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Na primeira entrevista após o resultado, concedida à TV Morena na manhã desta segunda-feira (5), disse que deve se reunir nesta semana com o candidato e sua equipe para discutir como ampliar o apoio no Estado.

“Nós vamos estar ativos, vamos conversar com o candidato Flávio, com toda a equipe de campanha dele, para ver como que nós aqui no Mato Grosso do Sul podemos colaborar ainda mais nessas três semanas que faltam para o segundo turno”, declarou.

Segundo Riedel, a mobilização também envolverá os dois senadores eleitos neste domingo (4), Reinaldo Azambuja e Renan Contar, ambos do PL e integrantes da aliança que apoiou sua reeleição.

“Mas nós vamos estar mobilizados, tanto eu quanto os dois senadores eleitos, Reinaldo e Contar, foram eleitos pelo PL dentro da nossa aliança, vamos estar mobilizados pela eleição do Flávio”, afirmou.

Questionado sobre uma reunião com o candidato à Presidência, o governador respondeu: “A gente deve se reunir essa semana”. No trecho da entrevista, não informou data, local ou quais atividades serão realizadas em Mato Grosso do Sul.

Ao justificar o apoio, Riedel defendeu uma mudança na condução do governo federal. Na avaliação dele, o país continua discutindo problemas que não foram resolvidos. “Eu acho que é o momento da gente reestruturar o plano federal e pensar em novos rumos”, disse.

A declaração ocorre no dia seguinte à vitória de Riedel no primeiro turno, com 67,35% dos votos válidos. Fábio Trad (PT) terminou em segundo lugar, com 23,09%. O resultado assegurou ao governador mais quatro anos à frente do Executivo estadual, a partir de janeiro de 2027.

Durante a entrevista, Riedel agradeceu aos eleitores e atribuiu a vitória ao trabalho da gestão e à forma como conduziu a campanha. Segundo ele, foram mais de 914 mil votos. “Eu entendo que o trabalho prestado nesses quatro anos foi fundamental para que a gente pudesse conquistar essa confiança”, afirmou.

Composição do governo – Além da participação na disputa presidencial, Riedel foi questionado sobre a presença dos partidos aliados na próxima gestão. Disse que a escolha de integrantes do governo deve considerar o compromisso com as propostas apresentadas na campanha e a capacidade de executá-las.

“Eu nunca olho ao partido em si. A gente não tem isso na cabeça: olha, eu tenho que atender partido A, B, C”, declarou.

O governador não descartou aproveitar aliados ou ex-integrantes da administração que disputaram a eleição e não foram eleitos, como Jaime Verruck e Viviane Luiza, mas afirmou que as decisões dependerão de conversas e dos objetivos do governo.

Sobre o início do segundo mandato, disse que ainda não definiu uma medida específica para anunciar em janeiro. Os meses restantes de 2026, segundo ele, serão usados para revisar processos e organizar a gestão para os próximos quatro anos.

Finanças e investimentos – Riedel considerou que há espaço para melhorar e otimizar o funcionamento da máquina administrativa. Ele não falou em cortes, mas em uma reorganização estrutural para permitir o remanejamento de recursos.

Segundo o governador reeleito, é necessário ter atenção ao contingenciamento diante da perda de receita de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) com a queda na importação do gás natural boliviano e das incertezas provocadas pelas mudanças da reforma tributária.

A intenção, segundo ele, é preservar o caixa do Estado sem prejudicar a competitividade. Riedel destacou que Mato Grosso do Sul tem uma das menores cargas tributárias, fator que considera importante na política de atração de investimentos. “Vamos olhar área por área, segmento por segmento”, resumiu.

Como já havia afirmado anteriormente, o governador avaliou que um dos planos que não conseguiu concretizar plenamente e pretende ampliar no próximo mandato é a infraestrutura rodoviária do Estado. Um dos objetivos da reorganização das finanças é justamente garantir recursos para esse setor.

Neste ano, o Estado concretizou dois empréstimos e já há obras federais e estaduais contratadas. Sobre outros modais considerados essenciais, Riedel destacou a privatização da malha ferroviária e a concessão da navegação no Rio Paraguai, ambas medidas que dependem da União. Fonte: Campo Grande News

 

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