A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) iniciou a transferência de presos identificados como participantes de uma comemoração com referências ao Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande. A movimentação ocorre após a circulação de um vídeo gravado no interior da unidade e integra a Operação Nêmesis, iniciada nesta terça-feira (1) e que prossegue nesta quarta-feira (2).
Nas imagens que motivaram a ação, detentos aparecem reunidos durante uma comemoração em alusão ao aniversário de 33 anos da facção criminosa. Um dos presos faz discurso, sobre uma mesa, aparecem diversas porções de uma substância branca, semenlhante à cocaína, organizadas em fileiras.
A partir da identificação dos envolvidos, a Polícia Penal determinou transferências conforme os critérios de segurança adotados para cada interno. A Agepen não informou quantos presos foram retirados da Máxima nem para quais unidades eles foram encaminhados.

Operação Nêmesis realiza pente-fino na Máxima de Campo Grande após vídeo mostrar detentos em comemoração com referências ao PCC – Reprodução
Segundo a Agepen, manifestações coletivas de apoio ou alusão a organizações criminosas dentro de estabelecimentos penais podem configurar falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal. Dependendo dos elementos reunidos durante a investigação, os envolvidos também poderão sofrer outras consequências no cumprimento da pena.
A Operação Nêmesis reúne policiais penais de Mato Grosso do Sul e integrantes da Força Penal Nacional (FPN), coordenada pela Polícia Penal Federal.
Participam ainda equipes do Comando de Operações Penitenciárias (COPE), da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP) e servidores da própria unidade.
A ação inclui revistas gerais, fiscalização de celas e demais dependências, identificação de irregularidades e adoção de medidas para dificultar a atuação de organizações criminosas de dentro dos presídios.
Paralelamente às buscas dentro das unidades, as forças de segurança intensificaram o combate ao uso de drones para transportar drogas, celulares e outros objetos proibidos para dentro dos presídios.
Após a operação, foi suspensa a entrega de pertences aos detentos.
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Desde 25 de agosto, policiais penais estaduais e integrantes da Força Penal Nacional atuam no monitoramento de aeronaves remotamente pilotadas nas unidades prisionais de Campo Grande e Dourados.
Nesse período, foram apreendidos dois drones, 14 aparelhos celulares, cinco carregadores e um rolo de linha reforçada utilizado para acoplar cargas às aeronaves. As equipes também recolheram aproximadamente 1,7 quilo de substância com características de maconha e cerca de 250 gramas de material semelhante à cocaína.
Segundo a administração penitenciária, diversas tentativas de lançamento de materiais ilícitos foram derrubadas durante as ações.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, afirmou que a operação integra as medidas permanentes de enfrentamento às organizações criminosas e de combate à entrada de materiais proibidos nos estabelecimentos penais.
“A Operação Nêmesis faz parte do trabalho permanente da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul no enfrentamento ao crime organizado e no combate à entrada de ilícitos nas unidades prisionais”, declarou.
Já o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, destacou que a integração entre as forças estaduais e federais busca ampliar a capacidade de prevenção e resposta dentro do sistema penitenciário.
A Operação Nêmesis permanece em andamento na Máxima de Campo Grande. Fonte: Correio do Estado
