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Agosto se torna mês mais violento contra mulheres após 6 feminicídios em MS

Número de feminicídio em agosto de 2026 dobrou na comparação com o mesmo período em 2025

por Redacao
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Protesto contra o feminicídio – Foto: Pietra Dorneles/Jornal Midiamax

Em 7 de agosto, a Lei Maria da Penha, principal instrumento legal do Brasil para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, completou 20 anos de sanção. E, em 2026, enquanto passamos pelo Agosto Lilás, campanha que alerta a população sobre a importância da prevenção e do enfrentamento dos crimes contra a mulher, 1.282 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência e seis foram vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul.

Não são números, não são estatísticas. São mulheres que tiveram suas vidas e seus sonhos interrompidos de forma brusca e violenta.

Dados do Monitor da Violência Contra a Mulher, elaborados pela Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e pelo PJMS (Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul), indicam um crescimento nos números de violência doméstica no Estado durante o mês de agosto.

Em 2024, foram registrados 1.718 casos. Em 2025, o número chegou a 1.824. Em 2026, o mês ainda nem terminou e, novamente, Mato Grosso do Sul está perto de bater os números do ano anterior. Homens continuam agredindo mulheres de diferentes formas.

Já em relação aos casos de feminicídio, o cenário é ainda mais preocupante. Se em 2025 três mulheres foram mortas no Estado durante o mês de agosto, em 2026, foi o dobro: seis mulheres! Assim, Mato Grosso do Sul chega a 24 feminicídios somente neste ano, o mesmo número registrado de janeiro a agosto de 2025.

Rose Batista Cabreira – 2 de agosto

Rose Batista Cabreira tinha 41 anos quando foi morta com golpes de faca no dia 2 de agosto, após uma emboscada na Estrada da Pedreira, em Dourados. Sua morte foi planejada e motivada por vingança. Uma mulher de 50 anos foi presa. Seu marido, também envolvido no crime, fugiu.

Adriana Barrios – 5 de agosto

Com apenas 22 anos, Adriana Barrios foi encontrada morta na Aldeia Arroyo Corá, em Paranhos, com diversas perfurações no corpo, possivelmente provocadas por um facão.

O principal suspeito pelo crime era seu companheiro, de 27 anos. Ele foi preso em flagrante.

Nathalia Rodrigues Nogueira – 6 de agosto

Nathalia Rodrigues Nogueira tinha apenas 26 anos quando por morta a facadas pelo então companheiro Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos, no dia 6 de agosto. O crime aconteceu em Rio Verde de Mato Grosso.

Após o crime, moradores ouviram o feminicída ao telefone dizendo que havia “feito uma besteira”. Ele fugiu do local do crime, mas se entregou no dia seguinte.

O agressor tinha passagens pela polícia por violência doméstica registradas em 2019. Já vítima deixou um casal de filhos: uma menina, de 5 anos, e um menino, de 9.

Joseane Oliveira Nunes – 19 de agosto

Joseane Oliveira Nunes foi morta aos 33 anos, com golpes de foice, em Campo Grande. O crime foi cometido por Lourival da Cruz Neto, seu então companheiro, que já tinha tentado matar um vizinho em 2025.

Após o crime, ele fugiu de bicicleta. Joseane deixa três filhas, de 11, 15 e 17 anos.

Fátima Alves de Matos – 21 de agosto

Fátima Alves de Matos foi agredida até a morte pelo então companheiro, aos 54 anos, em Costa Rica. O feminicída já tinha passagens por violência doméstica, crime cometido em relacionamento anterior. Ele foi preso, mas sua soltura foi concedida sem audiência de custódia, após o juiz considerar que o homem não estava em situação de flagrante.

Marta Florentino Godoi – 24 de agosto

O crime mais recente foi cometido contra Marta Florentino Godoi, de 40 anos, no último domingo, em Aquidauana. O principal suspeito é Dion Lenon Fermino, ex-companheiro da vítima, que foi encontrado pela polícia civil escondido em meio a uma mata.

Junto a ele estava a filha do casal, uma criança que ele sequestrou após o crime brutal. Marta foi morta com duas facadas, no tórax e no pescoço, além de um golpe de enxada no rosto.

Denuncie!

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço de utilidade pública essencial para o enfrentamento à violência contra as mulheres. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, via telefone ou WhatsApp: (61) 9610-0180. Fonte: Midiamaxuol

 

 

 

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