
Extrato de conta divulgado pelo desembargador Mário Roberto de Alagoas – Foto: Reprodução/@marciorobertoalbuquerque
O desembargador Márcio Roberto Albuquerque, do TJ-AL (Tribunal de Justiça de Alagoas), fez um post em seu perfil no Instagram mostrando um extrato de sua conta bancária para afirmar que, ao fim do mês, estava com menos de R$ 100.
Aproveitando que finalmente consegui um momento de repouso, decidi acessar minha conta-salário no BRB —instituição financeira que administra nossas contas em Alagoas—, para conferir a situação. O resultado? Cheguei ao fim do mês “de boa”, ou seja, com um saldo positivo de R$ 96,10 (noventa e seis reais e dez centavos), com as graças de Deus.
A postagem foi feita no dia 19, na véspera do dia de pagamento do salário dos desembargadores e recebeu diversos elogios de amigos e advogados. Ele aproveitou para defender os salários pagos à magistratura brasileira, que seriam alvo de críticas muitas vezes “maliciosas” da imprensa.

Desembargador Mário Roberto de Alagoas – Foto: Reprodução
“Amanhã, dia 20/08, como é público, notório e frequentemente divulgado com alarde pela mídia —quase sempre com aquele tom crítico, malicioso e inconsistente que busca generalizar e desmerecer a aguerrida Justiça brasileira e seus—, irei receber o meu merecido salário, pois sou desembargador do TJ-AL. Um ganho que é fruto de muito trabalho, suor e, acima de tudo, honra.”
Procurado pelo UOL para falar sobre a postagem, o gabinete de Márcio informou que o desembargador não iria comentar a publicação.
Em agosto, o desembargador recebeu R$ 70.082,99 de vencimentos líquidos, segundo dados do portal de transparência de remuneração do TJ-AL.
Foi o maior valor do ano, mas, em todos os demais meses, ele também recebeu valores acima do teto constitucional, de R$ 46.366,19. Entre janeiro e julho, a média de vencimento líquido mensal foi de R$ 65.311,38.
A propósito, sobre os chamados e decantados “penduricalhos”, sequer tenho conhecimento de onde estavam eles. Simplesmente não os recebi e, por isso mesmo, não tenho saudade do que nunca fez parte da minha realidade financeira”.
Márcio Roberto. Fonte: UOL

