
Mobilização reuniu forças de segurança, Judiciário e comunidade para alertar sobre o número de vítimas e reforçar canais de denúncia – Foto: Redes Sociais
As ruas do centro de Miranda ganharam faixas, cartazes e mensagens de conscientização na manhã de sexta-feira, 7 de agosto. Organizada pela Prefeitura, via Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho, a caminhada integrou as atividades do Agosto Lilás e marcou as duas décadas da promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
O ato teve como objetivo principal engajar a população no combate à violência doméstica e familiar, além de divulgar os mecanismos formais de denúncia e amparo às vítimas. A iniciativa foi realizada em parceria com o Poder Judiciário, a Polícia Civil e a Polícia Militar.
Alerta nos dados locais
O fortalecimento da rede de apoio no município responde a uma realidade preocupante: em 2026, Miranda já contabiliza 74 mulheres vítimas de violência doméstica. Os números evidenciam a necessidade de ações contínuas de prevenção, acolhimento e garantia de direitos.

Após o término da caminhada, as atividades tiveram continuidade na sede do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) – Foto: Redes Sociais
Palestras e acolhimento no CRAS
Dando sequência à programação, a equipe da Assistência Social realizou um ciclo de palestras no CRAS. As apresentações detalharam os tipos de violência previstos em lei (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), além de orientar sobre os serviços prestados pela rede municipal.
A ação reuniu representantes de diversas instituições locais:
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Carmem Florença, secretária municipal de Assistência Social e Trabalho;
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Maria Clara de Moraes Porfírio, defensora pública;
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Alfredo Alexandrino, investigador da Polícia Civil;
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Cabo Elton, Sargento Nádia e Soldado Cecília, representando a Polícia Militar e o Programa Mulher Segura (PROMUSE);
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Jéssica Roque, assistente social do CREAS.
Como denunciar
A rede de proteção reforça que omitir-se diante de atos de violência perpetua o ciclo de abusos. Qualquer pessoa pode denunciar violações de direitos contra a mulher por meio do Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). Para situações de emergência ou flagrante, o contato deve ser feito diretamente com a Polícia Militar pelo 190.
