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Reviravolta em MS: Nelsinho Trad abre mão de candidatura ao Senado para ser suplente de Azambuja

por Redacao
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Acordo de bastidores prevê migração do senador para o PL e articula sua candidatura à Prefeitura de Campo Grande nas eleições municipais de 2028 – Foto: Reprodução

Às vésperas da convenção partidária que homologaria sua pré-candidatura à reeleição para o Senado Federal, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) decidiu mudar os rumos de sua trajetória política. O parlamentar abriu mão da disputa direta para compor a chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) como primeiro suplente.

A articulação de última hora reorganiza o tabuleiro político sul-mato-grossense e antecipa um acordo estratégico voltado para as eleições municipais de 2028. Segundo informações de bastidores, a negociação prevê a filiação de Nelsinho ao PL, partido pelo qual deve ser o nome da sigla para disputar a Prefeitura da Capital no próximo pleito municipal.

Mudança repentina de cenários

Até a manhã deste sábado, Nelsinho Trad mantinha a pré-candidatura à reeleição ativa. Nas redes sociais do parlamentar, a última atualização convidava correligionários e apoiadores para a convenção do PSD, marcada originalmente para o período da tarde. Com a mudança nas alianças, a agenda própria da sigla foi cancelada.

Nelsinho deve ser anunciado oficialmente como suplente durante o evento de homologação da candidatura de Azambuja, realizado na parte da manhã.

Recentemente, no último domingo (26), Nelsinho havia participado da convenção nacional do PSD em São Paulo, onde a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República foi confirmada. Na ocasião, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, havia reafirmado a candidatura de Nelsinho à reeleição no Estado:

“Nelsinho Trad, um dos melhores senadores do Brasil, é o nosso candidato à reeleição. Sabemos que o governador Riedel tem múltiplos compromissos, mas para o nosso palanque o desenho é Trad senador, Caiado presidente e Riedel governador”, declarou Kassab à época.

Aliança estadual mantida

Apesar das alterações na disputa majoritária ao Senado, a aliança regional do grupo permanece alinhada em torno do projeto do atual Executivo Estadual. O PSD já havia optado por não lançar nome próprio ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul para somar forças e dar sustentação à candidatura de reeleição do governador Eduardo Riedel.

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