
O governador Eduardo Riedel, a senadora Tereza Cristina e o ex-governador Reinaldo Azambuja – Foto: Arquivo
A decisão da cúpula nacional da Federação União Progressista (formada por PP e União Brasil) de adotar posição de neutralidade na corrida presidencial não trará impactos para a conjuntura política em Mato Grosso do Sul. No Estado, a coligação entre PP, União Brasil, PL, Republicanos e legendas aliadas permanece intacta e alinhada à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto.
A flexibilidade é permitida porque a executiva nacional da federação, embora tenha retirado o endosso formal à chapa presidencial, liberou os diretórios estaduais para definirem suas composições de acordo com a realidade política regional.
Garantia de continuidade local
A presidente estadual do PP e da Federação União Progressista, senadora Tereza Cristina, assegurou que o cenário local não sofre abalos.
“A neutralidade da federação na disputa presidencial não altera os acordos já costurados em Mato Grosso do Sul. Não vai afetar em nada. Estaremos coligados com PL, Republicanos e outros mais no nosso estado”, declarou a parlamentar.
Tereza Cristina foi cotada e convidada para compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro como candidata a vice-presidente, mas recusou o convite. A declinação da senadora está atrelada ao seu planejamento político focado na disputa pela presidência do Senado Federal em 2027.
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? FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA (NACIONAL) ?
? Posição: Neutralidade ?
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Liberdade de aliança regional
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? MATO GROSSO DO SUL? ? SÃO PAULO ? ? PARAÍBA ?
? Apoio a Flávio ? ? Apoio a Flávio ? ? Alinhamento com ?
? Bolsonaro (PL) ? ? e Tarcísio (REP) ? ? Lula (PT) ?
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Presença na convenção em SP
Em gesto explícito de sustentação ao projeto político da família Bolsonaro, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), participa nesta semana da convenção nacional do PL, em São Paulo (SP), evento marcado para oficializar o nome do senador Flávio Bolsonaro na disputa da Presidência da República.
O presidente estadual do PL e ex-governador, Reinaldo Azambuja, também acompanha a comitiva na capital paulista. Ele destacou que a autonomia dada aos diretórios estaduais garante segurança jurídica e política ao bloco regional, lembrando ainda que o quadro eleitoral nacional segue em construção.
“Não há uma vedação nos estados e até nacionalmente ainda não está batido o martelo. Muita coisa vai acontecer até o dia 15 de agosto, data final para o registro das candidaturas”, pontuou Azambuja.
Mosaico pelo país
O arranjo verificado em Mato Grosso do Sul repete-se em colégios eleitorais estratégicos, como São Paulo, onde a tendência da federação é caminhar com Flávio Bolsonaro e respaldar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Por outro lado, em estados do Nordeste, como a Paraíba, o governador Lucas Ribeiro manterá o alinhamento histórico e político com a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), evidenciando o caráter descentralizado da federação no pleito deste ano.

