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“Planície Revistada”, novo filme de Maurício Copetti

por Redacao
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Cineasta Mauricio Copetti (Foto: Anderson Gallo/Diário Online)

“É um olhar delirante sobre a paisagem do Pantanal”. Assim define o diretor cinematográfico Maurício Copetti o seu mais recente trabalho, o curta-metragem “Planície Revistada”, previsto para ter pré-estreia no próximo dia 05 de julho. Em entrevista ao Diário Corumbaense, ele lembrou produções anteriores, inclusive premiadas em diversos festivais do cinema como “Delta do Salobra” (2004), “Água dos Matos” (2006), Nanquim” (2006), e “Home – o Filme” (2009).

“Eu trabalhava como guia de turismo e aproveitei pra fazer umas imagens e depois montei o documentário”, contou Copetti ao lembrar a primeira produção, “Delta do Salobra”. Gaúcho, da cidade de São Borja, ele conta que vive há 13 anos no Pantanal, dos quais 8 dedicados a filmar as imagens pantaneiras.

Aprovado para utilização de recursos do FIC-MS (Fundo de Incentivo à Cultura de Mato Grosso do Sul), “Planície Revisitada” procura fugir do clichê quando se evidencia o Pantanal.

“Quando se fala Pantanal já vem aqueles ícones: tuiuiús, jacarés e pesca. Esse filme não pretende ser regional, ele pretende ser exibido fora daqui, internacionalmente, então ele tende a ter essa linguagem mais universal do Pantanal. Pode ser que algumas pessoas nem reconheçam o Pantanal que está na cabeça delas de tanto o que já se fez sobre o tema. Eu quis sair do conforto do que é o Pantanal e não defini-lo, mas sim fazer um poesia a ponto de as pessoas terem sua própria visão através dessa condução entre rios, tempestades, ventos”, comentou.

Trilogia

Com imagens gravadas em full HD, Planície Revisitada pretende ser o primeiro de uma série de três filmes (um curta e dois longas-metragens) que trazem um Pantanal com um olhar diferenciado do que já foi produzido.

“É um olhar delirante sobre a paisagem do Pantanal. Eu digo paisagem pra gente não delimitar numa região ou em dois estados; é uma paisagem por si só, independente da divisão política que tem. Ele é o personagem principal do filme e ele não tem uma definição, ele é delirante, sobe e desce as águas, faz as pessoas mudarem de lugar, então o filme visa isso”, disse ao destacar que muitas ideias comuns tendem a ser desconstruídas com o filme.

“Tivemos um depoimento em que um homem destaca que a comitiva não é pantaneira. Que ela vem de Minas, Goiás, São Paulo e, como lá não existe mais esse tipo de manifestação, a comitiva se tornou pantaneira”, fala ao lembrar que o elemento humano forja parte importante do documentário.

“Ele é narrado pelas pessoas que vivem dentro dessa paisagem: ribeirinhos, historiadores, cientistas, mas o foco principal é esse empirismo das pessoas que vivem no Pantanal que, em palavras tão simples, conseguem traduzir o que essa dinâmica das águas, o que é morar no Pantanal”, afirmou ao destacar que o filme, ao contrário do que muitos pensam sobre documentários, não tem matriz em reportagens e sim o que define como um “voyeurismo” no Pantanal.

Tempo

O diretor, que acumula mais de 500 horas de filmagens desde a produção do seu primeiro filme, possui registros do Pantanal em suas diversas fases. Ele diz que a pressa é uma característica que não combina com o ambiente pantaneiro.

“A gente precisa de certo tempo, aprender a entrar na frequência do Pantanal. Não adianta querer apressar as coisas no Pantanal, apressar seus personagens a falar, tem que mergulhar junto com eles e entrar nesse ritmo que é imposto pela própria natureza”, descreveu ao estimar a conclusão da trilogia em até 4 anos.

Copetti destaca ainda o apoio de instituições como o Museu da História do Pantanal (Muhpan), a ONG Ecoa, a Prefeitura Municipal de Corumbá e várias pousadas instaladas ao longo do Pantanal.

A pré-estreia de Planície Revisitada, em Corumbá, segundo Copetti, também deve acontecer em julho, quando pretende realizar uma sessão gratuita, mas em data e local ainda a serem definidos.

Fonte: Diário Corumbaense

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