
A partida do músico é apontada por amigos como uma perda inestimável para a cultura do Estado – FFoto: Reprodução
A música sul-mato-grossense amanheceu em silêncio. Faleceu nesta sexta-feira o músico Adriano Praça, integrante histórico do Grupo Acaba. Conhecido por sua maestria nos instrumentos de sopro, Adriano foi um dos pilares da sonoridade que definiu a identidade musical do Pantanal para o mundo.
Meio século de história
Membro de um dos grupos mais longevos e respeitados do Brasil, Adriano Praça não era apenas um instrumentista, mas um pesquisador da alma pantaneira. No Grupo Acaba, fundado na década de 60, ele ajudou a traduzir o bioma em melodias, utilizando a flauta e o saxofone para mimetizar o canto dos pássaros e o movimento das águas.
“O Grupo Acaba perde um de seus artífices, e o Pantanal perde um de seus maiores intérpretes”, lamentam amigos e entusiastas da cultura regional nas redes sociais.
O Legado do “Canto e Verso”
Ao longo de mais de 50 anos de carreira, Adriano participou de álbuns icônicos que documentaram a fauna, a flora e o folclore da Bacia Platina. Sua contribuição foi fundamental para o reconhecimento do grupo como Patrimônio Histórico e Cultural de Campo Grande.
Destaques de sua trajetória:
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Sonoridade Orgânica: Pioneiro no uso de instrumentos de sopro para criar texturas que remetem à natureza.
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Defesa Ambiental: Através da música, foi uma voz ativa na conscientização sobre a preservação do Pantanal.
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Referência Geracional: Influenciou dezenas de músicos que hoje buscam na música regional uma fonte de inspiração.
Despedida
A causa da morte e detalhes sobre o velório ainda estão sendo confirmados pela família. O que resta, para além da saudade, é uma discografia vasta que continuará a ecoar a beleza e a urgência da vida pantaneira.

