
No dia 6 de outubro, as eleitoras e os eleitores brasileiros irão às urnas para escolher prefeitos e vereadores – Foto: Aureo Audi/Gazeta do Pantanal
Políticos com cargos, lideranças políticas e, dirigentes partidários do município de Miranda, estão mobilizados em discutir o processo eleitoral de 2024. Campanhas de filiações, reuniões e, acordos pré-estabelecidos começam a desenhar o processo da campanha eleitoral que vai definir os rumos da cidade no executivo e no legislativo.
O MDB é o único partido que não compõe a base do prefeito Fábio Florença do PSDB na Câmara Municipal. Partido Liberal e Partido Verde não possuem representatividade na gestão atual; as agremiações partidárias, PL e PV não elegeram representantes para o legislativo municipal. O PP, Partido Progressista que também não elegeu vereadores, através da janela partidária, que ocorre entre os dias 7 de março a 5 de abril, deverá contar com representantes no legislativo mirandense.
Embora nem todos os partidos tenham representantes no legislativo municipal, muitas agremiações partidárias estão contempladas com seus membros e líderes em cargos no executivo municipal, uma vez que o prefeito Fábio Florença (PSDB), optou por uma administração interpartidária, de coalizão contemplando aliados de diferentes agremiações partidárias dentre os quais; PT, PTB, PSD, PDT, PP e PSDB.
No entanto, pode ser previsível que partidos como MDB, por exemplo lance candidato a prefeito, uma vez que tem histórico político no município. A pré-candidatura do médico, Diogo Bossay é dada como certa por dirigentes partidários a nível municipal e estadual.
Fábio Florença, prefeito do PSDB, partido do Governador Eduardo Riadel também deve ser candidato à reeleição. A pré-candidatura de Florença vem sendo discutida em âmbito municipal e estadual e, também é dada como certa.
Enquanto o processo de campanha eleitoral não começa oficialmente, reuniões, acordos pré-estabelecidos já fazem parte do cotidiano político da cidade.
De cima para baixo
Apesar das articulações, todas as probabilidades de pré-candidaturas dependem das “acomodações” que começam a ser orquestradas na esfera Estadual. Na Assembléia Legislativa, por exemplo o ano começa com mudanças, dentre algumas; o retorno de Pedro Caravina do PSDB , que ocupou o cargo de Secretario de Estado de Governo no primeiro ano de administração do governador, Eduardo Riedell. Além disso, a cassação do mandato do deputado, Rafael Tavares do PRTB, conduz para o Legislativo Estadual, Paulo Duarte do PSB.
A disputa pela prefeitura da Capital, também deve ser levada em consideração. Há rumores de que o líder maior do MDB, ex-prefeito e ex-governador, André Pucinelli estaria em negociações com lideranças do PSDB, para que seu nome seja avaliado como pré-candidato a prefeitura de Campo Grande. No entanto, o ex-governador e presidente estadual do PSDB, Reinaldo Azambuja tem declarado à imprensa que, o deputado federal Beto Pereira é o nome do partido para disputar a prefeitura da Capital.
Além da troca de cadeiras no legislativo estadual e, em alguns setores da administração estadual, há também a disputa pela indicação a uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Dessa maneira, não há como negar que todas essas articulações acabam refletindo nas decisões políticas nos municípios do interior do Estado, incluindo Miranda. Destacando ainda a importância do posicionamento de parlamentares das bancadas estadual e federal do Partido dos Trabalhadores (PT), partido do Presidente, Lula.
