
Em 8 de janeiro de 2023, extremistas de direita invadriam os prédios dos Três Poderes da República, em Brasília – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Em memória aos atos de vandalismo antidemocráticos realizados em 8 de janeiro de 2023, na mesma data deste ano, o Congresso Nacional sediará o ato “Democracia Inabalável”. Entretanto, alguns integrantes do Legislativo de Mato Grosso do Sul não gostaram da ideia e assinaram uma declaração contra a ação em defesa da democracia.
Entre os nomes sul-mato-grossenses contra o ato estão a senadora Tereza Cristina (PP) e o senador Nelsinho Trad (PSD). A lista consta com 30 nomes de senadores do País.
O documento em questão trata-se de uma manifestação pública contra o ato “Democracia Inabalável”, que foi convocado pelos chefes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Segundo os políticos contrários ao ato a ser realizado no dia 8 de janeiro, as atitudes de vandalismo em 2023 foram isoladas e não teriam caracterizado, de fato, um ataque à democracia.
Sobre o ato
Mesmo diante do pedido de cancelamento, o ato “Democracia Inabalável” acontecerá normalmente, às 15h, no Congresso Nacional.
Conforme divulgado pela Agência Senado, o objetivo do evento é reafirmar a importância e a força da democracia brasileira e restituir ao patrimônio público, de maneira simbólica, alguns itens depredados durante a invasão.
A cerimônia marcará um ano da invasão de extremistas de direita aos prédios dos Três Poderes da República, em Brasília
O ato terá a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PSD) e Arthur Lira (Progressistas), bem como do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.
São esperados cerca de 500 convidados. Dentre eles, a ex-ministra do STF que presidia a corte na época dos ataques, Rosa Weber, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), presidentes dos tribunais superiores, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, governadores, ministros de estado, secretários executivos dos ministérios, presidentes de estatais e representantes das organizações da sociedade civil.
Roteiro
Foto: Agência SenadoNa abertura do ato, será executado o Hino Nacional pela cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes. Em seguida, farão uso da palavra os presidentes dos Três Poderes.
Encerrando a solenidade, as autoridades do dispositivo principal irão até a entrada do Salão Nobre do Senado, para a reintegração simbólica ao patrimônio público de uma tapeçaria de Burle Marx e de uma réplica da Constituição Federal de 1988.
A obra de Burle Marx foi criada em 1973 e vandalizada durante a invasão do Palácio do Congresso Nacional em 8 de janeiro. Após minucioso trabalho de restauração, a tapeçaria voltou ao patrimônio do Senado. Já a réplica da Constituição foi recuperada, sem qualquer dano, após ter sido furtada da sede do Supremo, também no dia 8 de janeiro.
Barreiras de segurança
Haverá restrição de acesso às imediações do Salão Negro, a partir das 14h, por meio de barreiras controladas pelas Polícias Legislativas do Senado e da Câmara dos Deputados, que, contudo, permitirão a movimentação entre os locais de cobertura reservados à imprensa.
Será impedida a movimentação da imprensa minutos antes do início da solenidade. Após o início do ato, a circulação será liberada e voltará a ser impedida minutos antes do seu encerramento.
Transmissão
O acompanhamento da solenidade pode ser feito por meio dos veículos de comunicação dos Três Poderes. No Senado, haverá transmissão pela Rádio e TV Senado, pelo Youtube da TV Senado, pelo Senado Multimídia e pelo portal Senado Notícias.
*Com informações da Agência Senado.

